A TODAS AS MUSAS - E MUSOS... - DE BENGALA...

Sou rebelde e, confesso, caprichosa;
Vista, em gala, um soneto delicado,
Ou o casaco usado de uma prosa,
Vesti-los-ei com gosto e com cuidado,
Como se fossem pétalas de rosa,
Ou penas de um pardal que, apaixonado,
Do mais alto dos galhos da mimosa
Cantasse à companheira um velho fado.
Tenho uma pauta própria, mas comum
Ao mais douto e ao velho “Trinta e Um”
E tanto sirvo o rei, quanto o magala.
Caso não conheçais poeta algum,
Não podeis afirmar; - Não há nenhum
Que se atreva a ser “muso”... e “de bengala”.
Maria João Brito de Sousa – 12.01.2018 – 14.49h
Gostei da alusão ao 31
ResponderEliminarque como nós
não há nenhum... hé hé hé
Boa e feliz noite
que aqui os Calhaus até batem o dente
de frio.
Beijinhos e há que se cuidar
Olá, Anjo.
EliminarTambém eu tremelico de frio, porque a saída de ontem não se mostrou lá muito favorável à minha gripe. Mas tinha de ser e bem precisava porque o INR está perigosamente baixo e terá de ser re-avaliado na próxima semana.
Ainda bem que gostaste
Beijinhos
Pois
Eliminarmas deixo uma receita
suminho de Laranjinha ao deitar
( laranjas )
com um ilvico
fazem maravilhas ao acordar... Nota-se a diferença.
Beijinhos e uma feliz noite de aqui
Obrigada, Anjo, mas eu faço tratamento de anti-coagulação e não posso tomar nada que possa interferir com essa medicação. Mas claro que já tenho os sintomas minimamente controlados pelos poucos antipiréticos que posso tomar, por acetilcisteína -para tornar a tosse mais produtiva - e um anti-alérgico ; a ebastina.
EliminarO problema maior vai sendo mesmo o da outra infecção. Uma infecção renal bacteriana que há muito se tornou crónica e precisa de cuidada antibioterapia.
Que tenhas uma noite muito serena e descansada. Beijinho.
Boa e aconchegada noite
EliminarPara ti também, Anjo.
EliminarEu, a esta hora, já estou que mal vejo as teclas e as letras...
“Há coisas”
ResponderEliminarHá coisas a acontecer
E outras não acontecem
Há pessoas a adormecer
E outras não adormecem
Há corpos a aquecer
Enquanto outros arrefecem
E gente a enriquecer
Enquanto outros empobrecem
Há coisas e corpos no chão
Coisas que não se conhecem
E até gente sem coração
Há coisas que não merecem
Quem as possa ter na mão
E coisas que não se esquecem.
Ele há coisas descabidas
EliminarE outras que fazem sentido;
Nem todas serão escolhidas,
Chegando em tempo indevido.
Coisas vagas, pressentidas...
Mesmo o homem prevenido,
Ao senti-las como f`ridas,
Vai sentir-se desvalido...
Há gente sem coração
E há corações que entorpecem
Com tanta contradição...
Se há uns que bem o merecem,
Outros há que, sem razão,
Fibrilham e desfalecem.
Mª João
Bom dia, Poeta! Cá vão um sonetilho-resposta meio "amartelado" e o abraço de sempre.
Chá não mata.
ResponderEliminarBoa tarde, Poeta. Vou ver o seu Chá.
Eliminar“Na palma da mão”
ResponderEliminarViver não é a opção
Nem morrer alternativa
Perigosa esta situação
Que nos deixa à deriva
Em busca duma solução
Essa que da paz nos priva
Depara-se-nos a ilusão
De que a vida nos cativa
E o fogo sempre à espreita
Nas vielas deste dilema
Aquece-nos o coração
Por esta passagem estreita
Cabe a vida e um poema
E o mundo na palma da mão.
Prof Eta
Viver, mais do que estar vivo,
EliminarPode, às vezes, ser opção;
Suponhamos que um cativo,
Prefira estar na prisão
A fugir, se o correctivo
For uma aniquilação...
Fez algo de subjectivo,
Mas à morte disse: - Não.
Eu nunca o secundaria,
Eu tentaria escapar-me,
Mesmo "entrando numa fria"
E não é para gabar-me,
Mas a morte escolheria
Se ocorresse alguém castrar-me...*
Mª João
Aqui vai, muito, muito palerma, escrito sobre o joelho e muito martelado, o meu sonetilho-resposta, Poeta. Abraço grande.
* Castrar- no sentido de manipular, prender, silenciar pela força...
ResponderEliminarbrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr
Aconchegada noite desejo eu
Uma aconchegada noite também para ti, Anjo.
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