QUASE, QUASE, QUASE...

Abril, Abril.jpeg


QUASE, QUASE, QUASE...



Quase, quase, quase... que ninguém se atrase


Na primeira fase desta caminhada,


Porque é longa a estrada, fica longe a base


E, caso se arrase, não serve pra nada


*





Quase na chegada, quase, quase, quase,


No perfeito envase da planta regada,


Força nessa enxada, ninguém se desfase


Que está mesmo quase, a nossa empreitada


*


 


E, neste momento, está quase cumprida


Esta nova vida que se solta ao vento


Se inda sobra alento, depois da corrida


*


Porque repartida, tentas como eu tento


E para o mais lento tem de haver saída:


Amem quanto é vida, cumpram-se em talento!


*


Maria João Brito de Sousa – 22.04.2018 – 10.28h


*


À MEA e a todos os poetas. Aos sonetistas. A Abril. À VIDA. Escrito a correr porque estou de saída. Peço desculpa pelos eventuais erros métricos, sintáticos e/ou morfológicos.


 

Comentários

  1. A boa vontade da nossa idade
    bem descrita
    por quem sabe...

    Boa e feliz tarde
    Beijinhos de aqui dos Calhaus

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  2. Cara amiga poetisa, continuas a nos sugerir temas para inspiração.
    Neste ambiente é que produzi o soneto abaixo, usando meu nome de batismo ANTÓNIO FERREIRA, com o qual editarei o livro intitulado TROVAS E ALDRAVIAS por editora luso-brasileira.

    Adílio Belmonte,
    Belém-Pará-Brasil


    MOMENTOS

    Agora, agora, agora ninguém chora,
    Pois o momento é só de amor
    E assim o coração já te implora
    Na amarga travessia dessa dor.

    Os ventos vão pela estrada
    De pedras no estreito labirinto,
    Onde a felicidade é encontrada
    Tal qual uma relíquia em Corinto.

    Todo o meu sentimento é uma flor,
    Cujo desabrochar é primavera
    Que anuncia amor e solidão

    Aonde vão os teus sonhos desse amor?
    Vejo-te em pesadelos. Ó quimera
    De quem ama e dá o coração!

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    Respostas
    1. Caro amigo António Ferreira, fico-lhe muito grata pela atenção e desejo muito sucesso para o seu livro.

      Fraterno abraço

      Maria João

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  3. Um doce florido dia
    desejo eu de aqui

    Beijinhos

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    Respostas
    1. Que tenhas um feliz dia, Anjo.
      Isto, por aqui, em termos de saúde física, não vai nada bem. Tenho a casa virada do avesso e mal me consigo mexer.

      Bjinhos

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  4. "Fake news"

    As notícias falsificadas
    Fake news actualmente
    Cascas de banana colocadas
    Onde escorregas diariamente

    Não terão sido inventadas
    Agora no tempo presente
    São estratégias desgastadas
    Que renascem na corrente

    Saldam contas do passado
    Vendem ilusão permanente
    E onde não existe um muro

    Novo muro é projectado
    Por tanto espírito demente
    Que nos corrói o futuro.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. Tanta casca de banana,
      Fez de mim equilibrista...
      Sei que há sempre algum sacana
      Empenhado em que eu desista,

      Pois comigo não se irmana,
      Nem concebe que eu resista...
      Há porém algo que emana
      Das cascas que põe na pista,

      Algo que vejo, sem ver
      E deduzo sem saber,
      Portanto vou prosseguindo

      E piso com mil cuidados
      Caminhos armadilhados
      Por quem nunca foi bem-vindo.

      Maria João


      Bom dia, Poeta! Um abraço grande para si e para toda a família.
      Viva o 25 de Abril, sempre!

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  5. Viva a Liberdade
    e um bom e feliz dia de

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    Respostas
    1. Viva, Anjo!

      A Liberdade enverga sempre duas capas diferentes e eu não lhe dou vivas se ela envergar a capa desbotada, mas ofuscante, do capitalismo.


      Viva a outra Liberdade, a Liberdade socialista , a que nos vão tentando roubar cada vez mais e mais claramente, deixando-nos ofuscados pelo brilho da outra.

      Um feliz dia para ti!

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    2. A praga de Gafanhotos
      comeram e comem os Cravos
      e não deixam nada, só migalhas...

      Beijinhos e um bom e feliz dia de aqui

      Eliminar
    3. Escolheste mal a praga, Anjo. Eu dou-me lindamente com gafanhotos, rsrsrsrs...

      Mas, embora tenhas alguma razão, ainda há por aí muitos cravos verdadeiros. Nem todos são imitações de plástico para português ver.

      Ainda os há bem rijos, bem vermelhos e muito mais capazes de quebrar do que de torcer.

      Estou de saída para mais exames e consultas. Beijinhos e que tenhas um feliz dia

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  6. "Lapsos de lucidez"

    O caminho é o amor
    Em lapsos de lucidez
    Noutros instantes é dor
    Mais aquilo que não vês

    A inexistência é eterna
    Por contra ponto à vida
    Mas na existência moderna
    Busca-se eternidade perdida

    Junta o teu não ser a nós
    Vem marchar na eternidade
    Pelo inferno dantes visto

    Eternamente a uma só voz
    Constroi-se a felicidade
    Nesse mundo imprevisto.

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    Respostas
    1. Procurar a eternidade
      Na carne, que é perecível,
      Parece-me insanidade
      E o resultado é terrível,

      É burrice, é veleidade
      Quase sempre inexequível
      Que retira humanidade
      Ao que de humano é visível.

      Estendê-la, é compreensível,
      Mas... depois de certa idade
      Será quase imprevisível

      Que fará à sociedade
      Sem renovação possível,
      Nem rasto de sanidade.

      Maria João

      Bom dia, Poeta! Já que a lucidez, para mim, não costuma surgir em lapsos e ainda consigo mantê-la muito razoavelmente acordada e constante, cá vai o que penso sobre o prolongamento indefinido da vida humana. Em poucos indivíduos, claro está. Sempre nos que tiverem os bolsos suficientemente cheios para pagarem essa "imortalidade". Abraço grande!


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