QUASE, QUASE, QUASE...

QUASE, QUASE, QUASE...
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Quase, quase, quase... que ninguém se atrase
Na primeira fase desta caminhada,
Porque é longa a estrada, fica longe a base
E, caso se arrase, não serve pra nada
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Quase na chegada, quase, quase, quase,
No perfeito envase da planta regada,
Força nessa enxada, ninguém se desfase
Que está mesmo quase, a nossa empreitada
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E, neste momento, está quase cumprida
Esta nova vida que se solta ao vento
Se inda sobra alento, depois da corrida
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Porque repartida, tentas como eu tento
E para o mais lento tem de haver saída:
Amem quanto é vida, cumpram-se em talento!
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Maria João Brito de Sousa – 22.04.2018 – 10.28h
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À MEA e a todos os poetas. Aos sonetistas. A Abril. À VIDA. Escrito a correr porque estou de saída. Peço desculpa pelos eventuais erros métricos, sintáticos e/ou morfológicos.
A boa vontade da nossa idade
ResponderEliminarbem descrita
por quem sabe...
Boa e feliz tarde
Beijinhos de aqui dos Calhaus
Bom dia, Anjo.
EliminarObrigada e que o dia te sorria. Bjinhos
ResponderEliminarCara amiga poetisa, continuas a nos sugerir temas para inspiração.
Neste ambiente é que produzi o soneto abaixo, usando meu nome de batismo ANTÓNIO FERREIRA, com o qual editarei o livro intitulado TROVAS E ALDRAVIAS por editora luso-brasileira.
Adílio Belmonte,
Belém-Pará-Brasil
MOMENTOS
Agora, agora, agora ninguém chora,
Pois o momento é só de amor
E assim o coração já te implora
Na amarga travessia dessa dor.
Os ventos vão pela estrada
De pedras no estreito labirinto,
Onde a felicidade é encontrada
Tal qual uma relíquia em Corinto.
Todo o meu sentimento é uma flor,
Cujo desabrochar é primavera
Que anuncia amor e solidão
Aonde vão os teus sonhos desse amor?
Vejo-te em pesadelos. Ó quimera
De quem ama e dá o coração!
Caro amigo António Ferreira, fico-lhe muito grata pela atenção e desejo muito sucesso para o seu livro.
EliminarFraterno abraço
Maria João
Um doce florido dia
ResponderEliminardesejo eu de aqui
Beijinhos
Que tenhas um feliz dia, Anjo.
EliminarIsto, por aqui, em termos de saúde física, não vai nada bem. Tenho a casa virada do avesso e mal me consigo mexer.
Bjinhos
"Fake news"
ResponderEliminarAs notícias falsificadas
Fake news actualmente
Cascas de banana colocadas
Onde escorregas diariamente
Não terão sido inventadas
Agora no tempo presente
São estratégias desgastadas
Que renascem na corrente
Saldam contas do passado
Vendem ilusão permanente
E onde não existe um muro
Novo muro é projectado
Por tanto espírito demente
Que nos corrói o futuro.
Prof Eta
Tanta casca de banana,
EliminarFez de mim equilibrista...
Sei que há sempre algum sacana
Empenhado em que eu desista,
Pois comigo não se irmana,
Nem concebe que eu resista...
Há porém algo que emana
Das cascas que põe na pista,
Algo que vejo, sem ver
E deduzo sem saber,
Portanto vou prosseguindo
E piso com mil cuidados
Caminhos armadilhados
Por quem nunca foi bem-vindo.
Maria João
Bom dia, Poeta! Um abraço grande para si e para toda a família.
Viva o 25 de Abril, sempre!
Viva a Liberdade
ResponderEliminare um bom e feliz dia de
Viva, Anjo!
EliminarA Liberdade enverga sempre duas capas diferentes e eu não lhe dou vivas se ela envergar a capa desbotada, mas ofuscante, do capitalismo.
Viva a outra Liberdade, a Liberdade socialista , a que nos vão tentando roubar cada vez mais e mais claramente, deixando-nos ofuscados pelo brilho da outra.
Um feliz dia para ti!
A praga de Gafanhotos
Eliminarcomeram e comem os Cravos
e não deixam nada, só migalhas...
Beijinhos e um bom e feliz dia de aqui
Escolheste mal a praga, Anjo. Eu dou-me lindamente com gafanhotos, rsrsrsrs...
EliminarMas, embora tenhas alguma razão, ainda há por aí muitos cravos verdadeiros. Nem todos são imitações de plástico para português ver.
Ainda os há bem rijos, bem vermelhos e muito mais capazes de quebrar do que de torcer.
Estou de saída para mais exames e consultas. Beijinhos e que tenhas um feliz dia
"Lapsos de lucidez"
ResponderEliminarO caminho é o amor
Em lapsos de lucidez
Noutros instantes é dor
Mais aquilo que não vês
A inexistência é eterna
Por contra ponto à vida
Mas na existência moderna
Busca-se eternidade perdida
Junta o teu não ser a nós
Vem marchar na eternidade
Pelo inferno dantes visto
Eternamente a uma só voz
Constroi-se a felicidade
Nesse mundo imprevisto.
Procurar a eternidade
EliminarNa carne, que é perecível,
Parece-me insanidade
E o resultado é terrível,
É burrice, é veleidade
Quase sempre inexequível
Que retira humanidade
Ao que de humano é visível.
Estendê-la, é compreensível,
Mas... depois de certa idade
Será quase imprevisível
Que fará à sociedade
Sem renovação possível,
Nem rasto de sanidade.
Maria João
Bom dia, Poeta! Já que a lucidez, para mim, não costuma surgir em lapsos e ainda consigo mantê-la muito razoavelmente acordada e constante, cá vai o que penso sobre o prolongamento indefinido da vida humana. Em poucos indivíduos, claro está. Sempre nos que tiverem os bolsos suficientemente cheios para pagarem essa "imortalidade". Abraço grande!