CONCEBO CARTAZES

CONCEBO CARTAZES
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Construo castelos. Cristais conspurcados,
Chaves, cadeados, cordéis e camelos.
Compro caramelos contrabandeados,
Compostos cruzados de cobras capelos.
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Compridos cabelos convergem, cansados;
Crescentes cuidados comportam cutelos.
Ciúmes ou “celos”? Castelhanizados,
Cuidámos, coitados, de compreendê-los.
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Colava cartazes com cola cuspida.
Comprava comida. Compunha cabazes.
Caminhos capazes? Contente? Cumprida?
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Cresceste. Crescida, certeira comprazes
Chavões contumazes de comprometida.
Concedo, caída. Concebo cartazes.
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Maria João Brito de Sousa – 21.07.2018 – 15.21h
(Soneto em verso hendecassilábico com rima encadeada)
Lindo, Lindo. Lembra tanto a infância. adorei!!!
ResponderEliminarOlá, Fashion!
EliminarÉ autobiográfico, sim. Estende-se desde a minha infância até ao final da minha adolescência e aposta na sonoridade da oclusiva-palatal "c" para se tentar (de)compor melodicamente em soneto.
Obrigada e um beijinho grande
Simplesmente belo, fabuloso e perfeito...
ResponderEliminarParabéns Maria João e remeto saudações poéticas
Muito grata, poeta amigo.
EliminarPara si, o meu fraterno abraço poético.
"Asas"
ResponderEliminarGanhar asas e... escrever!
Com leve pena, desenhar
É uma pena não poder
Por uns instantes voar
Ganhar asas e... não perder
Capacidade de reinventar
Toda a imensidão do ser
Que um dia pôde sonhar
E assim finge voando
Tudo aquilo que não será
Enquanto gasta escrevendo
O que nunca voará
Resta o que fôr sonhando
Mas que jamais escreverá.
WINGS & DREAMS
Eliminar"Mas que nunca escreverá",
Se o talento lhe faltar
E que frutificará
Se esse mesmo lhe sobrar,
Que escrever lhe bastará
Se tem unhas pra tocar
Porque muito ainda há
Pra saber avaliar...
O que for lhe soará,
Que eu devo agora passar
Toda pró lado de lá,
Pois Morfeu veio chamar,
Eu disse:- Agora não dá!
Ele começa a implorar... rsrsrs
Maria João
Cá vai,Poeta, com o abraço de sempre!
"Geringonças"
ResponderEliminarGeringonças atacadas
As que se põem a jeito
Minorias, majoradas
Por cada grupo eleito
O povo em palhaçadas
Sofre no pêlo o efeito
Das desgraças aumentadas
Por comentadores a preceito
Pagamos o circo completo
Temos direito a migalhas
Que sobejam do fartote
Mas o circo está repleto
Doutros pulhas e canalhas
Que assistem do camarote.
Prof Eta
"Que assistem do camarote"
EliminarAo que se passa na arena,
Bebendo vinho a pipote
E perspectivando a cena
Sem que ninguém nunca note
Quando o discurso se empena
Ou surge algum piparote
Se a palavra se envenena...
Estará o circo repleto,
Mas... alguns ficam atentos
E, de modo bem concreto,
Vão gerando movimentos
De teor nada secreto;
Nem todos vão sonolentos.
Maria João
Bom dia, Poeta! Cá vai com o abraço de sempre!