A MÃO QUE O VERSO CRIA II

A MÃO QUE O VERSO CRIA II
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Nunca a Ciência se cala, quando a mente
É lúcida, saudável, curiosa...
Não sabe ouvi-la, a mente preguiçosa,
Nem a lançada à força, na corrente.
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Não pode ouvi-la a mente que, indolente,
Aceite o dogma, ou fique, presunçosa,
Convicta de que a rosa se fez rosa
Por obra de um processo transcendente.
*
Não cala a Ciência a nossa incompletude,
Que a Ciência invade a própria poesia,
Sem roubar-lhe, nem sonho, nem virtude,
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Já que a acrescenta nessa apostasia,
Enquanto a mão que a escreve não se ilude
E será sempre e ainda, a mão que a cria.
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Maria João Brito de Sousa – 16.08.2018 – 15.53h
Imagem - Julgamento de Galileo Galilei
Verdade verdadinha
ResponderEliminarque um bom fim de Semana
desejo eu de aqui da Estrelinha
Beijinhos
Bom dia, Anjo.
EliminarQue tenhas um feliz e repousante Fim-de-Semana
Bjinhos
"Mente saudável, lúcida, curiosa". Lindo poema e verdadeiro.
ResponderEliminarA mente que outrora chorou,
E que muitos dela riu.
Agora cria versos diversos..
O importante é o novo que pariu.
Obrigada pelos "parabéns".
Obrigada pelas suas palavras.
EliminarContinuo ao seu dispor, conforme lhe disse.
Abraço
Bom e feliz Domingo
ResponderEliminare uma noite sossegada...
Ui, Anjo, já tenho o João Pestana de roda de mim há não sei quanto tempo... bem queria escrever um pouco mais, mas nem ele, nem os olhos deixam...
EliminarNoite serena para ti. Bjinhos.
Perdi-me por aqui a ler...pela mão do Rogério.
ResponderEliminarMaravilhosa a sua poesia.
Muito obrigada.
EliminarSei bem que um blog é sempre aquilo que um homem quiser e eu sempre vi o meu como uma espécie de infindo livro em branco... foi exactamente isso, esse apelo constante, que me fez procurar um espaçozinho onde pudesse escrever perdidamente na imensidão da blogosfera.
Bem haja pelas suas palavras. Bem haja a mão que aqui o trouxe.
Venho pedir-lhe licença para lhe roubar este soneto para o meu blog. Eu podia roubar-lhe outro, pois há por aqui muitos que são belíssimos, mas este diz-me muito, porque tenho uma formação académica e profissional da área da Ciência e da Técnica.
ResponderEliminarFaça favor, Fernando de Sousa Ribeiro.
EliminarOs poemas escrevem-se por mil e uma razões, mas nunca terá valido verdadeiramente a pena tê-los escrito se não forem lidos.
Este "roubo" deixa-me muito feliz, acredite.
Envio-lhe um sincero e grato abraço.