AS QUATRO TORRES DA ALAMEDA

AS QUATRO TORRES DA ALAMEDA
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Adeus, minha alameda sem palmeiras
Onde tanto edifício vi nascer...
Adeus, adeus, que o tempo é de beber
As ondas do meu Tejo sem fronteiras.
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Assombrando o meu prédio, sobranceiras,
Erguem-se quatro torres. Que fazer
Se desde a prima-pedra as vi crescer
Até se me tornarem companheiras?
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Adeus, pedras pisadas, repisadas,
E mais que desgastadas por meus pés.
Agora estais-me vós a ser pesadas,
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Porque já vos não piso e estou rés-vés
Com a terra onde fostes calcetadas
Em chão roubado à concha das marés.
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Maria João Brito de Sousa -17.07.2018 -20.53h
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Na sequência da leitura do soneto “Adeus à Rua Castilho” de Ribeiro Couto (1898-1963)
Tudo vai mudando
ResponderEliminare aos poucos também nós
Beijinhos e um bom e feliz dia
Olá, Anjo, bom dia!
EliminarAos poucos, sempre tudo foi mudando... o problema é que, agora, temos de mudar "aos muitos", ou seja muito, muito rapidamente. Demasiado rapidamente e, provavelmente, demasiado. Em todos os sentidos.
Um feliz dia para ti
“Universos cerebrais”
ResponderEliminarOs universos infinitos
Carecem de exploração
Têm recantos bonitos
E outro que o não são
São os recantos malditos
Escapam à lei da razão
Neles nascem conflitos
Por vezes sem explicação
Tens a chave do sucesso
Tens um dom apaziguador
Se lhes quebras o monólogo
Precisas entender o processo
Que por vezes causa a dor,
Feliz dia para o psicólogo.
Prof Eta
EliminarVERSOS CÉREBRO-CORDIAIS
"Feliz dia para o psicólogo"
E para o leigo também,
Quando discorre em monólogo
Sobre a vida que o mantém.
Feliz dia pró biólogo
Que sabe ser bicho e tem
Em cada bicho um homólogo
Que conhece a fundo e bem.
Feliz é quem sempre aprende,
Quem sempre ao saber se prende
Com persistência e com garra
E que feliz também seja
Quem aos demais só deseja
Esse amor a que se amarra.
Maria João
Cá vai, Poeta, com o abraço de todos os dias!