UMA TARDE NO JARDIM

EU E O PAI.jpg


 


UMA TARDE NO JARDIM – Sem a letra “E”


*





Logo após as crianças saltitando


Virão os pais formando casalinhos.


Tudo junto, à distância, forma um bando


Pousando pouco a pouco nos banquinhos


 


*


À sombra do carvalho ou do arando.


Arrulham pombas, cantam passarinhos


No jardim, junto ao lago volitando,


Quais magnólias traçando altos caminhos.


 


*


Um pai, junto do filho já com sono,


Toca um braço tombado ao abandono.


A hora do jardim acaba agora.


 


*


Vai nos braços do pai, vai a dormir,


Mas inda brinca aos sonhos a sorrir,


Ainda rindo, inda ao sabor da hora...


 


*





Maria João Brito de Sousa – 05.08.2018 -19.04h

Comentários

  1. Marca ternurenta MJ
    que é mesmo assim
    gente sem fim em alecrim

    Beijinhos e um feliz dia

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    Respostas
    1. Aquele jovem que ali vez,é o meu pai, Anjo. A menina, sou eu.

      Feliz dia para ti

      Bjinhos

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  2. “Barca real”

    “Fosse a sua embarcação...”
    Fosse um pedaço de mundo
    Ou pedaço de emoção
    Desse sentir mais profundo

    Fosse a transitória ilusão
    De um porvir mais fecundo
    Ou a forte sensação
    Deste presente imundo

    Fosse barca de papel
    Por força de marinheiros
    Fosse torre de babel

    P’lo suor de cantoneiros
    Mas nascidos no tropel
    Eram os reis os primeiros.

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    1. Pensamento Taxado

      "Eram os reis os primeiros"
      E agora os grandes ricaços
      Passaram a pioneiros
      De um mundo feito em pedaços,

      Do qual não foram obreiros,
      Mas ao qual trocam os passos,
      Manipulando os dinheiros,
      E até o acesso a espaços.

      Tudo, tudo é calculado
      E o pensamento é taxado
      Como um produto de venda...

      Pela boca morre o peixe
      E povo que se desleixe
      Paga em dobro a velha renda.

      Maria João

      Cá vai, com outro abraço grande, Poeta!

      Eliminar
  3. “Barca encalhada”

    “Paga em dobro a velha renda”
    E inda brinca aos pobrezinhos
    Sem mais cheta p’rá contenda
    Calcorreia estes caminhos

    Vê arder a velha tenda
    Corre a rezar aos santinhos
    Que lhe negam uma prenda
    Por não verem sapatinhos

    Mas um azar nunca vem só
    Já não sei o que faremos
    Desta vida assim trajada

    Se todos viemos do pó
    Sugiro então que rememos
    Na nossa barca encalhada.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. "Na nossa barca encalhada",
      Se remarmos com afinco,
      Será melhor do que nada,
      Pode ela ficar num brinco

      E, se bem desempenada,
      Vir a valer por mais cinco
      Que ao mar irão pela estrada
      Onde uma afundou seu zinco,

      Porque de zinco era a barca,
      Ou assim o quis a Parca
      Que ajudou os remadores,

      Mas de zinco, ou de madeira,
      A Barca há-de achar maneira
      De ultrapassar suas dores.

      Maria João

      Com outro grande abraço, Poeta!

      Eliminar

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