UMA TARDE NO JARDIM

UMA TARDE NO JARDIM – Sem a letra “E”
*
Logo após as crianças saltitando
Virão os pais formando casalinhos.
Tudo junto, à distância, forma um bando
Pousando pouco a pouco nos banquinhos
*
À sombra do carvalho ou do arando.
Arrulham pombas, cantam passarinhos
No jardim, junto ao lago volitando,
Quais magnólias traçando altos caminhos.
*
Um pai, junto do filho já com sono,
Toca um braço tombado ao abandono.
A hora do jardim acaba agora.
*
Vai nos braços do pai, vai a dormir,
Mas inda brinca aos sonhos a sorrir,
Ainda rindo, inda ao sabor da hora...
*
Maria João Brito de Sousa – 05.08.2018 -19.04h
Marca ternurenta MJ
ResponderEliminarque é mesmo assim
gente sem fim em alecrim
Beijinhos e um feliz dia
Aquele jovem que ali vez,é o meu pai, Anjo. A menina, sou eu.
EliminarFeliz dia para ti
Bjinhos
“Barca real”
ResponderEliminar“Fosse a sua embarcação...”
Fosse um pedaço de mundo
Ou pedaço de emoção
Desse sentir mais profundo
Fosse a transitória ilusão
De um porvir mais fecundo
Ou a forte sensação
Deste presente imundo
Fosse barca de papel
Por força de marinheiros
Fosse torre de babel
P’lo suor de cantoneiros
Mas nascidos no tropel
Eram os reis os primeiros.
Pensamento Taxado
Eliminar"Eram os reis os primeiros"
E agora os grandes ricaços
Passaram a pioneiros
De um mundo feito em pedaços,
Do qual não foram obreiros,
Mas ao qual trocam os passos,
Manipulando os dinheiros,
E até o acesso a espaços.
Tudo, tudo é calculado
E o pensamento é taxado
Como um produto de venda...
Pela boca morre o peixe
E povo que se desleixe
Paga em dobro a velha renda.
Maria João
Cá vai, com outro abraço grande, Poeta!
“Barca encalhada”
ResponderEliminar“Paga em dobro a velha renda”
E inda brinca aos pobrezinhos
Sem mais cheta p’rá contenda
Calcorreia estes caminhos
Vê arder a velha tenda
Corre a rezar aos santinhos
Que lhe negam uma prenda
Por não verem sapatinhos
Mas um azar nunca vem só
Já não sei o que faremos
Desta vida assim trajada
Se todos viemos do pó
Sugiro então que rememos
Na nossa barca encalhada.
"Na nossa barca encalhada",
EliminarSe remarmos com afinco,
Será melhor do que nada,
Pode ela ficar num brinco
E, se bem desempenada,
Vir a valer por mais cinco
Que ao mar irão pela estrada
Onde uma afundou seu zinco,
Porque de zinco era a barca,
Ou assim o quis a Parca
Que ajudou os remadores,
Mas de zinco, ou de madeira,
A Barca há-de achar maneira
De ultrapassar suas dores.
Maria João
Com outro grande abraço, Poeta!