UM POENTE DIFERENTE, À BEIRA-TEJO - Cavalo desenhado a ferro e fogo
Quis falar do Mondego e, na verdade, É desta foz do Tejo que vos falo, E cresce cá por dentro a voz que calo Pr`a conter as saudades sem saudade. Solta-se o sonho oblíquo à claridade E a linha de horizonte é um cavalo Que não sei se lá está, se imaginá-lo É mera ilusão de óptica, ou vontade, Pois galopa um poente à beira Tejo Rumo a estranhas lonjuras que nem vejo Por estarem tão além do meu futuro Que, do que vi, me sobra o claro espanto De um cavalo-solar que aqui levanto Rasgando, a ferro e fogo, um céu já escuro. Maria João Brito de Sousa – 01.11.2011 – 16.00h
“Tempo infinito”
ResponderEliminarÉ loucura não aproveitar
Um bom momento presente
É assim como estar ausente
E nunca aprender a voar
É como não beber o mar
Que nos pode abrir a mente
Recusar de forma insistente
O que só devíamos amar
Mas no tempo ainda há
Tempo pra no tempo parar
Em infinita contemplação
E tudo o que o tempo nos dá
Já não nos poderá roubar
Se o tempo é de fruição.
Prof Eta
Tempo de Descanso
Eliminar"Se o tempo é de fruição",
Por que não aproveitar
Pra guardar no coração
O que o sonho venha a dar?
Uns minutos bastarão
Pra se poder descansar
Da tremenda frustração
De pouco ou nada ganhar,
Mas retorna-se à aflição
Mal a fruição passar
E nos virmos sem tostão
Pras nossas contas pagar...
Loucura? Penso que não,
Mas sempre posso sonhar...
Maria João
Bom dia, Poeta!
Cá vai com o abraço de sempre.
“Com estes olhos”
ResponderEliminarCom estes olhos de louco
Vejo o mundo, impaciente
Para alguns isso é pouco
Prá loucura é suficiente
Grito muito, fico rouco
Todo o mundo indiferente
Levam na alma um sôco
Saco de pancada doente
Como estes olhos já viram
Como esta voz já gritou
Resta-me agora perdoar
Todos os que agrediram
O louco que aqui ficou
Sem vontade de chorar.
E com Estes...
Eliminar"Sem vontade de chorar"
Nem aptidão para ver,
Só me resta duvidar
Do que a vista me disser,
Já que se pode enganar
E, a mim, deitar-me a perder
Quando um caminho apontar
E nenhum caminho houver.
Meus olhos, loucos não estão,
Mas vão perdendo a visão
A cada dia que passa
E, na névoa mergulhados,
Forçam-me a ter mil cuidados
Para evitar a desgraça.
Maria João
Cá vai, com o abraço de todos os dias, Poeta.
Por acaso a Maria João não esteve a ler a "Viagem Maravilhosa de Nils Holgersson", da escritora sueca Selma Lagerlöf? Como também mete gansos...
ResponderEliminarBom dia, Fernando.
EliminarLi-a na infância, mas não a reli nas últimas décadas. Foi uma dos muitos milhares de obras que se foram perdendo nas mudanças...
Abraço