SONETO - 8
SONETO - 8 * Pra que amanhã do luto nasça a luta, Rego os cravos vermelhos que secaram Renego os deuses que me desprezaram E transformo a fraqueza em força bruta * Inda que irresolvida, resoluta, Cuspo nessoutros que os cravos pisaram E sobrevivo a quantas dor´s me varam Assim que as mãos retornam à labuta * Revejo-me nos cravos que resistem: Inda que em solo hostil estejam plantados Jamais se vergarão aos que os conquistem * Rompem mordaças, quebram cadeados, Derrubam muros, mesmo os que inexistem, E não se rendem quando espezinhados! * Mª João Brito de Sousa 20.05.2025 - 00.05h * Sonetos da Contagem Decrescente ***
“Tempo infinito”
ResponderEliminarÉ loucura não aproveitar
Um bom momento presente
É assim como estar ausente
E nunca aprender a voar
É como não beber o mar
Que nos pode abrir a mente
Recusar de forma insistente
O que só devíamos amar
Mas no tempo ainda há
Tempo pra no tempo parar
Em infinita contemplação
E tudo o que o tempo nos dá
Já não nos poderá roubar
Se o tempo é de fruição.
Prof Eta
Tempo de Descanso
Eliminar"Se o tempo é de fruição",
Por que não aproveitar
Pra guardar no coração
O que o sonho venha a dar?
Uns minutos bastarão
Pra se poder descansar
Da tremenda frustração
De pouco ou nada ganhar,
Mas retorna-se à aflição
Mal a fruição passar
E nos virmos sem tostão
Pras nossas contas pagar...
Loucura? Penso que não,
Mas sempre posso sonhar...
Maria João
Bom dia, Poeta!
Cá vai com o abraço de sempre.
“Com estes olhos”
ResponderEliminarCom estes olhos de louco
Vejo o mundo, impaciente
Para alguns isso é pouco
Prá loucura é suficiente
Grito muito, fico rouco
Todo o mundo indiferente
Levam na alma um sôco
Saco de pancada doente
Como estes olhos já viram
Como esta voz já gritou
Resta-me agora perdoar
Todos os que agrediram
O louco que aqui ficou
Sem vontade de chorar.
E com Estes...
Eliminar"Sem vontade de chorar"
Nem aptidão para ver,
Só me resta duvidar
Do que a vista me disser,
Já que se pode enganar
E, a mim, deitar-me a perder
Quando um caminho apontar
E nenhum caminho houver.
Meus olhos, loucos não estão,
Mas vão perdendo a visão
A cada dia que passa
E, na névoa mergulhados,
Forçam-me a ter mil cuidados
Para evitar a desgraça.
Maria João
Cá vai, com o abraço de todos os dias, Poeta.
Por acaso a Maria João não esteve a ler a "Viagem Maravilhosa de Nils Holgersson", da escritora sueca Selma Lagerlöf? Como também mete gansos...
ResponderEliminarBom dia, Fernando.
EliminarLi-a na infância, mas não a reli nas últimas décadas. Foi uma dos muitos milhares de obras que se foram perdendo nas mudanças...
Abraço