NADA OS SEGURA!
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NADA OS SEGURA!
*
Das pontas desgastadas destes dedos
Vão nascendo os folguedos de toadas
Talvez pouco afinadas, mas sem medos
Se a penas e degredos são votadas
*
Por fúteis quase nadas, por segredos,
Ou por falsos enredos e charadas...
Colhem espigas doiradas. Qu`rê-los quedos,
Aos incansáveis dedos, camaradas,
*
É perfeita loucura! Voltarão
A andar na contra-mão de uma procura
Do que trouxe amargura à servidão,
*
Pois contra a opressão da ditadura
Crescerão em estatura e dimensão
Ao dizerem que não. Nada os segura!
*
Maria João Brito de Sousa – 06.06.2019 – 23.00h
NOTA - Soneto experimental, em decassílabo heróico com rimas na sexta e na décima sílaba métrica.
Tela de Silva Porto, retirada daqui
E a Liberdade agradece
ResponderEliminarestas tuas palavras
e nunca se esquece
Beleza de texto MJ
Beijinhos, saúde da boa
e um bom fim de Semana, frioso
mas o Sol logo brilhará
Obrigada, Anjo
EliminarNão me sinto lá muito bem, hoje. Ontem fiquei desgastada com a ida ao hospital, adormeci na ambulância e, depois, fiquei acordada até às tantas...creio que me constipei.
Beijinhos e um excelente fim-de-semana
Nada me segurará!
ResponderEliminarE eu, te asseguro
Que os segurarei
Com erguido punho
(tem cuidado contigo)
Terei, Rogério, terei tanto cuidado quanto possa, embora, como disse à Elvira, possa muito pouco. E, sim, acredito que, também aos teus dedos, nada os segurará.
EliminarForte abraço
Gostei de ler.
ResponderEliminarEspecialmente a última parte do poema. Porque essa é a esperança.
Digo como o Rogério.
Cuide de si.
Abraço e bom fim-de-semana
Obrigada pelas palavras amigas, Elvira.
EliminarAcredite, amiga, que cuido de mim tanto quanto posso, muito embora possa muito pouco.
Um forte abraço e votos de um excelente fim-de-semana.
“Mais além”
ResponderEliminarQuem não trabalha e come
Come sempre o pão de alguém
Saciado e já sem fome
Vai de fugida também
E todos com seu bom nome
Tentam chegar mais além
Só que alguns com sobrenome
Papam tudo o que convém
Assim permitem outros tantos
Ficando o povo a chuchar
Na velha e já sêcatêta
Uns se desfazem em prantos
Outros param a ajuizar
Dando ao povo a chupeta.
Prof Eta
Mais Além II
Eliminar"Dando ao povo uma chupeta"
Estão os donos disto tudo...
Esta leitura é correcta,
Digo eu que não me iludo,
Nem com conversas de treta,
Nem com falas de veludo
Que se embalam na concreta
Confecção de um rasto mudo...
Eu, que estou velha e doente,
Sei que não presto pra nada,
Mas que dizer dessa gente
Que anda tão determinada
Em culpar o inocente
Do que fez, se fez "borrada"?
Maria João
Bom dia, Poeta!
Cá vai o me ocorreu, assim, de repente, como sempre faço quando lhe respondo em sonetilho.
Abraço grande.
Em boa verdade, nada segura as pontas ágeis desses dedos, guiados por uma prodigiosa imaginação
ResponderEliminarSem que disso me apercebesse, nasceram aqui mais três belos poemas e não sei porquê não os vi a tempo, embora saiba que sempre é tempo para apreciar a bela poesia da Maria João. Tal como já tinha 'profetizado', pouco a pouco a agilidade de movimentos irá trazê-la de volta e em grande.
Parabéns por essa força interior que cresce a cada dia, para nossa alegria. :)
Beijinho, boa semana.
Obrigada, Janita
EliminarNo momento em que escrevi este soneto, senti que nada mos poderia parar, senti... foi a expressão viva de um instante de força, confiança e alguma rebeldia. No fundo, sei muito bem que um dia agitado, como o de hoje, basta para eclipsar a pouca energia que me vai restando, sobretudo quando uma nova infecçãozeca vai começando a minar os alicerces da minha recém-proclamada convalescença. Estou num período de intermitências; quando a saúde se firma um pouco, escrevo, mas quando são as mazelas que se impõem, fico "desmusada" de todo...
Beijinho e uma feliz semana
Peço desculpa, Janita. A anónima que lhe responde acima sou eu mesma, a Maria João
Eliminar“Não cobramos”
ResponderEliminarDaqui a pouco vou morrer
Ou vou ser assassinado
Pois não gosto de me ver
A este espaço confinado
E depois vou renascer
Serei fantasma encantado
Tudo farão pra m'entender
Mas não estou p'raí virado
Venham comigo ao além
Fiquem fãs deste pensar
Tragam um amigo também
Nada terão que nos dar
Não cobramos a ninguém
A simples forma de amar.
Eliminar"A simples forma de amar"
Dos fantasmas, desconheço...
Mas bem posso imaginar
Que não tenha qualquer preço,
Nem que esteja pr` alugar,
Mas... Poeta, aqui lhe peço
Que se não deixe matar,
Assim, por qualquer tropeço;
Por dura que seja a vida,
Bem mais dura é a partida,
Que disso sou testemunha.
Fique por cá mais uns anos
Que, entre esp`rança e desenganos,
Deve o céu estar mesmo à cunha.
Maria João
Bom dia, Poeta
Cá vai, com o abraço de todos os dias.
Bom fim de Semana
ResponderEliminarnoite agradável e repousada MJ
Obrigada, Anjo
EliminarQue tenhas uma noite repousada e um feliz fim-de-semana.
Beijinhos