JANELAS II
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JANELAS II
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Uma janela aberta, outra fechada,
Outra que sobre o nada se abre, incerta...
Cada qual descoberta, ideia alada
Que à mente estremunhada lança alerta,
*
Deixando-a, enfim, desperta e acordada
Pois nela debruçada se liberta
E colhe a sua oferta, alvoroçada,
Para lançar-se em estrada agora certa.
*
Deu fruto, esta janela. Que colheita!
Alguém que dela espreita encontra nela,
À chama de uma vela, a fenda estreita
*
Sobre um mundo que a aceita e, já sem trela,
Sem arreios, nem sela, desta feita
A cama em que se deita é escolha dela.
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Maria João Brito de Sousa – 15.11.2019 – 10.58h
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Soneto em decassílabo heróico com dupla rima encadeada (interna)
E que bela Janela nos abres
ResponderEliminarBom fim de Semana aconchegado
e beijinhos de aqui do Frio brrrrrrrr
Uma bela janela. Adoro ler os seus sonetos, eu que não sou capaz de rimar nada mais, do que pão com mão.
ResponderEliminarFico contente sempre que vejo um novo poema. Penso que está melhor e isso alegra-me.
Abraço e bom fim de semana
Obrigada, Elvira.
EliminarPeço imensa desculpa por só agora lhe responder. As cefaleias conjugadas com a má aquidade visual, têm-me mantido afastada da caixa de correio electrónico.
Bom fim-de-semana e um forte abraço amiga
Boa Semana
ResponderEliminarque o sol brilha e aconchega
Beijinhos
É através desta janela, aberta para o mundo, que tenho o privilégio de ler tão belos Sonetos.
ResponderEliminarDoutra forma, talvez nunca tivesse tido e sentido, este enriquecer da alma.
Obrigada, Maria João, por nos deixar espreitar pela nesga da janela, tudo o que o seu coração sente e nos vai contando.
Um grande beijinho com votos de melhoras.
PS- Hoje, o dia é de tristeza colectiva. O nosso mundo ficou mais pobre.
Muito obrigada, Janita.
EliminarRespondo-lhe com um enorme atraso e peço-lhe desculpa por isso, mas tem toda a razão; o dia da partida do Zé Mário Branco foi mesmo um dia de tristeza colectiva
Um grande beijinho
"Do sentir"
ResponderEliminarAqui não me encontrei
Mais além estou ausente
Noutros sítios procurei
Nada vi de diferente
Da realidade não sei
Rebusco a minha mente
Noutra dimensão aterrei
Sendo esta onde se sente
Saúdo o meu novo estar
Com o espírito a comandar
Eu à mente já não minto
Se me perguntam vais ficar
Estou-me agora a deliciar
Com tudo aquilo que sinto.
"Com tudo aquilo que sinto"
EliminarFaço festas, cumpro lutos
E aperto uns furos do cinto
Sempre em gestos resolutos.
Cumpro o que posso e não minto
Se afirmo ter atributos
Com aos enganos me finto,
Dos subtis aos muito brutos.
Trago, junto ao coração,
A voz viva da razão;
Em havendo uma avaria
Porque um pulsa de emoção,
A outra deita-lha a mão
E eu recupero a harmonia.
Maria João
Peço-lhe desculpa pelo imenso atraso, Poeta.
As dores de cabeça e a falta de vista não me têm permitido vir à caixa de correio.
Abraço grande!
Bom fim de Semana MJ
ResponderEliminarObrigada e um bom fim-de-semana também para ti, Anjo
EliminarBeijinhos