UM POENTE DIFERENTE, À BEIRA-TEJO - Cavalo desenhado a ferro e fogo
Quis falar do Mondego e, na verdade, É desta foz do Tejo que vos falo, E cresce cá por dentro a voz que calo Pr`a conter as saudades sem saudade. Solta-se o sonho oblíquo à claridade E a linha de horizonte é um cavalo Que não sei se lá está, se imaginá-lo É mera ilusão de óptica, ou vontade, Pois galopa um poente à beira Tejo Rumo a estranhas lonjuras que nem vejo Por estarem tão além do meu futuro Que, do que vi, me sobra o claro espanto De um cavalo-solar que aqui levanto Rasgando, a ferro e fogo, um céu já escuro. Maria João Brito de Sousa – 01.11.2011 – 16.00h
"Universos de(s)esperança"
ResponderEliminarVazios como copos cheios
Cruzamos em bicicleta o infinito
Dos universos paralelos
Açucarados de esperança
Tropeçando em sinapses delinquentes
Abjectas e dispostas ao nada
Preenchendo vazios plenos de ódio
E assassinando amanhãs
Como se não os houvera
Vazios como copos cheios
Escolhemos não escolher
Dando voz às sementes estéreis
Que escolhem germinar ácido
Perfumando almas errantes
Travestidas na espuma fácil
Branqueando areais imensos
E assassinando verdades
Como se não as houvera
Vazios como copos cheios
Mimetizamos vagas expressões
Da felicidade obrigatória
Pairando sob negras nuvens
Rasgando as entranhas
Pra mostrar o azul intenso
Que ilumina caves de prazer
E assassinando universos
Como se não os houvera.
Zé da Ponte
"E assassinando universos
EliminarComo se não os houvera"
Andam por aí, dispersos,
Os rastos de uma quimera*
*
Mitológica, dos berços
De uma muito antiga era
Com punhais em vez de terços
E urrando como uma fera.
*
Já não sei de que aflições
Nasceram tantos "papões"
Desta nossa sanidade;
*
Sei que alguns são invenções
Mas outros trazem arpões
Com que arpoam a verdade...
Mª João
* Quimera, no sentido mitológico do termo - Ser mitológico geralmente representado com um corpo híbrido entre leão, cabra e dragão.
Boa noite, Poeta!
Aqui vai com um forte abraço
Bom humor
ResponderEliminarbela noite
nos momentos de sabor
Boa noite, também para ti, Anjo!
EliminarBeijinhos
UNIVERSOS DE(S)ESPERANÇA
ResponderEliminar(Réplica à POETISA da Linha)
«Assassinando universos»
Sem cravos nem Primavera
Como se estro ‘inda houvera
Acreditam em seus versos
E confundindo a fera
E seus instintos perversos
Com sentimentos inversos
Como lhes aprouvera
Trocaram antigos padrões
Que regeram a Sociedade
Por golfadas de dragões
Que incendiaram as razões
Dos que, com ingenuidade,
Se juntaram às multidões.
Eduardo Maximino
Muito grata, caro Eduardo!
EliminarAqui vai, mas inverterei a posição da partícula "se", para poder poetar na primeira pessoa, desculpe-me.
DANÇAR NA PISTA INUNDADA
"Juntaram-se às multidões"
Como era de esperar
Depois de tanto penar
E de tantas frustrações...
*
Entretanto, as soluções
Que alguns tendem a apontar,
Podem bem nem resultar
Contra vírus e "papões"...
*
Bem sabemos que a mudança
Está a ser precipitada
E que o grandão enche a pança
*
Esmagando o que não tem nada,
Enquanto o homem-criança
Dança na pista inundada...
Maria João
Um forte e grato abraço!