ATÉ QUE A MORTE NOS SEPARE

Mistral (1).jpg


Leia aqui se faz favor

Comentários

  1. "Universos de(s)esperança"


    Vazios como copos cheios
    Cruzamos em bicicleta o infinito
    Dos universos paralelos
    Açucarados de esperança
    Tropeçando em sinapses delinquentes
    Abjectas e dispostas ao nada
    Preenchendo vazios plenos de ódio
    E assassinando amanhãs
    Como se não os houvera

    Vazios como copos cheios
    Escolhemos não escolher
    Dando voz às sementes estéreis
    Que escolhem germinar ácido
    Perfumando almas errantes
    Travestidas na espuma fácil
    Branqueando areais imensos
    E assassinando verdades
    Como se não as houvera

    Vazios como copos cheios
    Mimetizamos vagas expressões
    Da felicidade obrigatória
    Pairando sob negras nuvens
    Rasgando as entranhas
    Pra mostrar o azul intenso
    Que ilumina caves de prazer
    E assassinando universos
    Como se não os houvera.

    Zé da Ponte

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. "E assassinando universos
      Como se não os houvera"
      Andam por aí, dispersos,
      Os rastos de uma quimera*
      *
      Mitológica, dos berços
      De uma muito antiga era
      Com punhais em vez de terços
      E urrando como uma fera.
      *
      Já não sei de que aflições
      Nasceram tantos "papões"
      Desta nossa sanidade;
      *
      Sei que alguns são invenções
      Mas outros trazem arpões
      Com que arpoam a verdade...

      Mª João

      * Quimera, no sentido mitológico do termo - Ser mitológico geralmente representado com um corpo híbrido entre leão, cabra e dragão.

      Boa noite, Poeta!

      Aqui vai com um forte abraço

      Eliminar
  2. Bom humor
    bela noite
    nos momentos de sabor

    ResponderEliminar
  3. UNIVERSOS DE(S)ESPERANÇA

    (Réplica à POETISA da Linha)



    «Assassinando universos»
    Sem cravos nem Primavera
    Como se estro ‘inda houvera
    Acreditam em seus versos


    E confundindo a fera
    E seus instintos perversos
    Com sentimentos inversos
    Como lhes aprouvera


    Trocaram antigos padrões
    Que regeram a Sociedade
    Por golfadas de dragões


    Que incendiaram as razões
    Dos que, com ingenuidade,
    Se juntaram às multidões.

    Eduardo Maximino

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Muito grata, caro Eduardo!

      Aqui vai, mas inverterei a posição da partícula "se", para poder poetar na primeira pessoa, desculpe-me.

      DANÇAR NA PISTA INUNDADA

      "Juntaram-se às multidões"
      Como era de esperar
      Depois de tanto penar
      E de tantas frustrações...
      *

      Entretanto, as soluções
      Que alguns tendem a apontar,
      Podem bem nem resultar
      Contra vírus e "papões"...
      *

      Bem sabemos que a mudança
      Está a ser precipitada
      E que o grandão enche a pança
      *
      Esmagando o que não tem nada,
      Enquanto o homem-criança
      Dança na pista inundada...

      Maria João

      Um forte e grato abraço!

      Eliminar

Enviar um comentário