PENDE DE CADA ANZOL UM PEIXE VIRTUAL
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PENDE DE CADA ANZOL UM PEIXE VIRTUAL
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(Em verso alexandrino)
*
Amo o azul do mar, o verde da planura
E quanto da lonjura alcança o meu olhar...
Serei escrava de um lar que no mar se procura
Enquanto esta loucura assim me subjugar
*
E, sem me rebelar, nem fraca, nem perjura,
Ainda que imatura aceito este invulgar
Destino de varar um mar que só me augura
Os ventos da ventura em que hei-de naufragar.
*
Ao longe, pedra e cal, brilha um velho farol,
Branco como um lençol todo tecido em sal
E se me saio mal porque um raio de sol
*
Derrete e faz num fole esta rota ideal,
Há colisão real dos estros sem controle;
Pende, de cada anzol, um peixe virtual.
*
Maria João Brito de Sousa - 15.06.2020 - 16.09h
Gravura de Pieter Bruegel retirada daqui
De tão forte
ResponderEliminarNem sei como comente...
Nasceu-me assim, Rogério...
EliminarCreio que o muito que me falta em força física me vai sobrando em força anímica...
Abraço
O sol brilha na sua fantasia
ResponderEliminarpor isso às rimas mais que ninguém
deixo um bom dia com alegria
Beijinhos
Obrigada, Anjo!
EliminarUm feliz dia também para ti!
Beijinhos!