OS LICANTROPOCAPITALISTAS

Gravura de Bartolomeu Cid dos Santos
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OS LICANTROPOCAPITALISTAS
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Já não há paciência pra doidos varridos
Nem mesmo vestidos de oiro e de inocência,
Há é grande urgência em vê-los despidos
Dos seus aguerridos véus de prepotência!
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Quando de incoerência surgem travestidos,
Dão fortes rugidos, clamam transparência...
De alguma inocência pensam estar munidos;
Dizem-se traídos, tudo é maledicência.
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Não tendo consciência, mostram-se raivosos,
Soltam rancorosos uivos de histeria;
Eis a frontaria dos tais poderosos
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Muito ruidosos, mas sem mais valia
Que a duma hierarquia que os torna vaidosos,
Gulosos, ciosos da própria avaria!
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Maria João Brito de Sousa - 22.10.2020 - 20.39h
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Imagem retirada de PRAÇA DO BOCAGE
Poema-panfleto
ResponderEliminarTudo rima
e soa a certo
Em verdade te digo, Rogério, que os poemas-panfleto não costumam ser muito bem vistos pela generalidade dos críticos, mas eu penso que, por vezes, impõe-se cantá-los muito clara e directamente.
EliminarAbraço!
Uma mensagem com destinatários. Muito bem explicado apesar de ser poema.
ResponderEliminarBoa Noite.
Obrigada, L.
EliminarFaço questão - sempre o fiz - de deixar bem claro quem é ou são o/s destinatário/s dos meus poemas, quando o/s há.
Bom dia e um abraço
E assim se conjuga
ResponderEliminaro que dizer deste nosso viver
com gabarito inspirado
e ponta de humor acertado hé hé hé
Bom fim de Semana com alegria e esperança MJ
Beijinhos
Obrigada, Anjo
EliminarQue tenhas um muito feliz fim-de-semana!
Beijinhos