AMAR

 


 


EU COM ROSINHA.jpg


AMAR ...
*


Fora tão só amar perdidamente


Sem se oscilar nesta indefinição


De deveras amar ou ser paixão


Quanto nos incendeia internamente...
*



Fora tão só dizer-se o que se sente


Quando se sente assim, qual compulsão,


Algo a que não se sabe dizer não,


Mesmo quando se nega e se desmente...
*



Sabe-se lá o que é, concretamente,


Isto que sempre foi contradição


E, às vezes, nos parece transcendente,
*



Isto que encanta, que é fascinação


E, tão à semelhança da semente,


De um quase nada faz-se imensidão.
*


 


Maria João Brito de Sousa - 02.02.2021 - 16.41h
*


Soneto inspirado no poema homónimo do poeta Custódio Montes


 


 

Comentários

  1. O amor é o tema mais versado na poesia, é a causa de tantos problemas e alguns bastante graves mas nunca lhe viramos as costas.
    Um abraço e saúde.
    L

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  2. "De um quase nada faz-se imensidão?"
    Tira dessa expressão o ponto de interrogação
    e muda-o para exclamação
    a_mar tem mesmo essa dimensão

    do mar

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ai, caramba!!! Acreditas, Rogério, que reeditei o soneto aqui, no FB e no HP, para fazer algumas pequeninas reformulações e que o raio do ponto de interrogação me escapou? Nem de ponto de exclamação precisa; é ponto final e... pronto!

      Obrigada! Vou reeditar de novo...

      Abraço grande

      Eliminar
  3. Amor imenso
    e de marca MJB de Sousa
    que vejo, lá no topo

    Bom dia com alegria e fantasia, beijinhos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Bom dia, Anjo!

      É verdade; não podemos deixar que a alegria nos seja arrancada pela raiz...

      Beijinhos

      Eliminar

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