CARTA ABERTA A UM BRASIL (TAMBÉM) CONFINADO

CARTA ABERTA A UM BRASIL (TAMBÉM) CONFINADO
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É em silêncio que te lembro... e dorme
Ainda o chão solar do teu país
Na sua selva inexplorada, enorme,
Onde o poema ousou lançar raiz
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À espera de que o verso se transforme
No que, em confinamento, disse e fiz
Pra que o disforme se molde conforme
Chaga que sara e se faz cicatriz
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E se essa cicatriz profunda for,
Se deixar marca como o mal de amor
Que é indelével, mas nunca insolúvel,
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Que possa despontar como uma flor
Aquilo que salvarmos desta dor
Que há-de passar pois sempre foi volúvel.
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Maria João Brito de Sousa - 17.02.2021- 09.30h
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Soneto criado para a Antologia Luso-Brasileira "Tanto Mar Entre Nós".
E aqui está uma carta aberta muito bem redigida! Não lhe falta sentimento, e um lado muito humano que sempre nos faz refletir! Lindíssimo, tens uma forma de escrever que nos enche a alma! Mil beijinhos, minha tão querida amiga, e tem um resto de dia muito sereno!🙏🌻🌷❤
ResponderEliminarMuito obrigada, Sandra
EliminarHoje estou um pouco mais lacónica do que habitualmente. O SARS-CoV-2 bateu à porta dos que me são mais próximos e estou muito preocupada.
Um grande beijinho para ti
Minha querida, nrm imagino o quanto deves estar preocupada - e com toda a razão! Vamos acreditar que tudo vai correr bem, a ti e aos teus! De coração, as sinceras melhoras! Um enorme abraço, muita força 🙏❤
Eliminar
EliminarObrigada. Muito obrigada.
Dir-se-ia que ainda sustenta uma grande ligação ao Brasil tão coloridos são os seus poemas.
ResponderEliminarUm abraço
L
Nunca estive no Brasil, L., mas todos os dias convivo online com poetas brasileiros e a poesia une as pessoas, bem mais do que possa parecer :)
EliminarObrigada e um forte abraço
Não sou Diniz, mas a tão bela dedicatória poética ao nosso Brasil tento de agradecer com esta trova:
ResponderEliminarNossa pátria em sofrimento,
tal qual todo o povo luso,
mas há o contentamento
do fim do tempo confuso.
Antoni Ferreira
Belém - Pará - Brasil
Grata! Muito grata pela sua visita, bem como pela partilha da sua bela trova, poeta amigo António Ferreira!
EliminarFraterno abraço
Bom tema, e oportuno desejo
ResponderEliminar"Que possa despontar como uma flor"
Que assim seja, Rogério!
EliminarSabes, dizem os iniciados e alguns teóricos que vêem as coisas muito "pela rama", que rimar "amor" com "flor" é algo que deve "sempre" evitar-se. Afirmo-te eu, que até os clichés deixam de ser clichés, quando se tem unhas para tocar a guitarra do soneto.
Abraço grande