SERVIDO AO POSTIGO

SERVIDO AO POSTIGO
*
Trago um soneto servido ao postigo;
Vá prá fila senhor concidadão
Tal qual como se fosse comprar pão
Ou tomar um café... sem um amigo.
*
Adquira um verso ou qualquer outro artigo
Pois passa o meu postigo a ser balcão
De um boteco de esquina sem patrão,
Sem tecto, sem cadeiras, nem abrigo...
*
Vou servir-lho no copo descartável
De um protesto que sei incoerente,
Mas que se vai tornando inevitável
*
Pois já não sei se sei s`inda sou gente
Se apenas sou mais uma variável
De uma curva ascendente ou descendente...
*
Maria João Brito de Sousa - 12.03.2021 - 11.21h
*
(em co-autoria com a minha irreverentíssima Musa)
Brilhante poema, a Musa está de novo ao serviço e ... com vigor.
ResponderEliminarGostei da ideia de vender poemas ao postigo.
Muito bom. Um abraço.
Eheheheh, a Musa voltou de mãos dadas com a Ironia, L.
EliminarObrigada e outro forte abraço
Um poema bem ao jeito da nossa atualidade, e muito original! Gostei imenso, assim vale bem a pena estar ao postigo muitos beijinhos, uma tarde tranquila!🌷🌾
ResponderEliminarObrigada, Sandra!
EliminarUm grande beijinho
Os ares da Primavera
ResponderEliminarfazem maravilhas à inspiração
e eu posso afirmar
é a MJ com varinha de condão
Bom fim de Semana com alegria
que cheira a Primavera
e até os Santos dançam
Beijinhos
Ai, Anjo... eu iria jurar que já te tinha agradecido este comentário, mas reparo agora que não... desculpa-me!
EliminarPode ser que sim, que a proximidade da Primavera seja inspiradora, mas olha que eu sei exactamente o que fez com que a minha Musa viesse a correr ter comigo, neste caso; foi ter percebido que as esplanadas dos cafés só podiam aceitar quatro pessoas sentadas nas mesinhas onde, em tempos, se reunia o nosso saudoso grupinho de "risoterapia". E eu que já me via na "rentrée" das nossas animadas sessões, levei com um balde de água gelada no cocuruto.
Bem, tu, com os santos, deves poder dançar à vontade, sem riscos de contágio. Infelizmente, as minhas companheiras de café não são nada santas e podem transmitir o vírus como qualquer outro humano mortal. Não vai ser desta que eu desconfino, ai,ai...
Obrigada e que tenhas uma feliz noite de Sábado
Beijinhos
Somos uma "variável e uma incógnita. Um x ou um y qualquer. A dita "Musa" voltou: Incógnita ou variável?! Saúde: que seja uma Certeza!
ResponderEliminarAh, a minha Musa é sempre uma incógnita, mas reconheço-lhe o quase invariável esforço de trabalho; não é tarefa fácil ser-se a força inspiradora de alguém com tantas mazelas físicas, poeta amigo Francisco C. Mata
EliminarMais uma vez lhe agradeço vivamente a gentileza da leitura e das palavras.
Retribuo os seus votos de excelente saúde
Que bom que a Musa voltou embora eu não tenha dado pela sua falta nos poemas publicados enquanto ela estava de férias.
ResponderEliminarAbraço, saúde e bom fim de semana
Ah, mas eu dei, Elvira! Ela andou fugida durante, pelo menos, uns três ou quatro dias...
EliminarObrigada, amiga!
Muita saúde e um forte abraço
Maria João,
ResponderEliminarA sua Musa está muito irónica
Gostei muito deste seu poema, um olhar atento aos tempos anormais que vivemos.
Já me serviu um poema no jardim, mas se me servir outro ao postigo eu não vou recusar
Um beijinho, em curva ascendente !
Peço desculpa pela demora, Blue Bird, mas tenho estado - ainda estou... - no Horizontes da Poesia a trabalhar árdua e apaixonadamente para mais uma Coroa de Sonetos...
EliminarAh, a minha Musa tem destas coisas
Muito obrigada por ter lido e gostado do meu soneto servido ao postigo. Nem lhe cheguei a perguntar se queria açúcar ou adoçante, rsrsrsrs
Um grande beijinho
Dá este à Laurinda
ResponderEliminarQuem nunca ouviu um soneto
Fica a ele preso
Pois tem eco na vida
Abracinho
Ela já lá o tem, Rogério...
EliminarTodos os meus sonetos têm eco na vida, mas compreendo-te; este tem eco no presente e foca algo por que todos estamos a passar.
Abração