UMA "DEIXA" IMPROVISADA

UMA "DEIXA" IMPROVISADA
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(pormenor de bastidores)
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Claríssima, a manhã espreita a nudez
De uma protagonista enluarada
Que acorda enrubescida e estremunhada
De um sono que durava há mais de um mês.
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No palco, a sua deixa, a sua vez,
Vai a meio de ser representada
Por uma musa atenta e acordada
Que do seu sono a tempo se refez.
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Sendo esta peça feita de improvisos,
Entra a protagonista noutra altura,
Esbanjando vénias, gestos e sorrisos
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Prossegue, então, a Peça, que a cultura
Nasce também de gestos imprecisos
E de erros que alguns julgam ser sem cura.
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Maria João Brito de Sousa - 27.03.2021 - 13.11h
Maria João,
ResponderEliminar"a cultura
Nasce também de gestos imprecisos
E de erros que alguns julgam ser sem cura."
deixas improvisadas, que mostram que a protagonista tem a peça bem estudada.
Um beijinho , espero que esteja melhor.
Muito obrigada pelo seu cuidado, Blue Bird, mas ainda estou com a cabeça a estourar...
EliminarAqui, estava mesmo "desmusada" de todo; tive de me esforçar para conseguir escrever esta micro-homenagem ao Teatro e aos seus esforçados obreiros. Não é um panegírico, que eu sou péssima a tecê-los, mas é uma homenagem a algo que eu muito admiro nos actores e que é o seu poder de improviso.
Outro grande beijinho
Erros sem cura
ResponderEliminarSim
por exemplo
esta Ministra da Cultura
Ela
anda num permanente improviso
e o teatro, a cultura, as artes
ressentem-se disso
Ah, mas isso é outra coisa, Rogério! Os inteligentes improvisos que nascem dos pequeninos erros dos actores podem valorizar muito uma peça de Teatro, mas não são admissíveis nos ministérios, sobretudo quando se repetem e tornam a repetir há tantos anos.
EliminarClaro está que toda a arte e toda a cultura se ressentem disso. A nobre Arte de Talma não é excepção.
Forte abraço!
Um belo poema, como de costume, essa Musa não a abandona
ResponderEliminarUm abraço
L
Abandona, abandona, L.
EliminarDesde que as dores de cabeça e o mal-estar aumentaram, a Musa desapareceu e deixou-me a braços com a tarefa de construir um soneto que "falasse" sobre a Nobre Arte de Talma...
Obrigada e um forte abraço