POBREZA - Essoutro Vírus Pandémico

POBREZA
*
Essoutro
Vírus Pandémico
Que Urge Erradicar
*
Conheço essa pobreza envergonhada
Que vai sobrevivendo a cada mês
A suspirar pelo tal dia dez
Em que chega a pensão tão desejada
*
E também a pobreza revoltada
(guardando, ou não, perfeita lucidez)
Que se associa, que estuda os porquês
E que, em consciência, luta organizada.
*
Até conheço quem, tendo nascido
Em berço de ouro, tenha preferido
Viver tão só de quanto produzia
*
Mas isto sinto e disto estou segura;
Acredito que o mundo inda tem cura,
Que existe "arranjo" pra tanta avaria!
*
Maria João Brito de Sousa - 19.10.2021 -09.30h
*
Respondendo ao soneto POBREZA ENVERGONHADA de José Manuel Cabrita Neves
Soneto lindíssimo de ler
ResponderEliminar.
.
Uma semana feliz … Beijo e/ou abraço
.
.
Grata, Rik@rdo!
EliminarSemana feliz e um fraterno abraço
Muitos de nós vivemos com algum desafogo, sem excessos, comprar uma casa, lentamente (pela qual se paga várias vezes mais) foi a atitude certa, caso contrário muitos de nós estariam na miséria. O poema diz aquilo que sabemos.
ResponderEliminarUm abraço
L
É bem verdade, L., este soneto nada vem acrescentar àquilo que todos sabemos, é apenas uma conversa "sonetada" entre mim e um excelente sonetista que conheço há uns bons anos.
EliminarMas não, o problema não está nos que vivem em relativo desafogo, pois em relativo desafogo deveríamos viver todos nós, numa sociedade ideal.
O problema está muito mais acima, bem no topo da pirâmide social.
Nesses não me fio, por muito que se esforcem por fazer passar uma imagem de filantropia. E fazem-no!
Forte abraço
Quando disse "alguns de nós vivemos com algum desafogo" referia-me a nós próprios na nossa vida passada quando estávamos na cadeia de produção, pretendi mostrar, em contraponto, que hoje vivemos muito remediadamente. Sim, o problema está muitíssimo mais acima, esses nunca viverão apenas com desafogo e muito menos remediadamente.
EliminarUm abraço
L
Compreendo, L.
EliminarTalvez eu tenha compreendido mal pois vivi muito tempo fora da cadeia de produção, primeiro por razões familiares e, nos últimos anos, por doença.
As últimas quase duas décadas não foram nada fáceis para mim.
Outro abraço
Verdade MJ
ResponderEliminarde gosto ao ler
só que duvido
que melhoras possam acontecer
pois o umbigo "deles" é mais bonito.
Quase por de Sol, boa e bela noite com alegria, beijinhos
(Caloiros no blog)
Olá, Anjo
EliminarTodos temos belíssimos umbigos... digo eu, que já nem me recordo do feitio do meu
O problema está nos bolsos; há bolsos que têm uma capacidade maior do que o meu "Mar sem Fundo"...
Não serão muitos, claro, porque estes "modelitos" não estão ao alcance dos salários/zinhos da esmagadora maioria, mas... caramba! Nos bolsos desses fatos, vestidos e casacos, cabe tudo quanto existe em moeda real e virtual. Até cabe o "cash" que ainda está por inventar! Olarila!
Obrigada e beijinhos
Oooops! A malta da UBI voltou ao teu blog???
EliminarVou ver!
Sim o mundo inda terá cura
ResponderEliminarsó que o remédio
tem sido arredado
Bem o sei, Rogério, bem o sei...
EliminarAbraço GRANDE