POBREZA - Essoutro Vírus Pandémico

pobreza II.png


POBREZA
*
Essoutro
Vírus Pandémico
Que Urge Erradicar


*



Conheço essa pobreza envergonhada


Que vai sobrevivendo a cada mês


A suspirar pelo tal dia dez


Em que chega a pensão tão desejada
*



E também a pobreza revoltada


(guardando, ou não, perfeita lucidez)


Que se associa, que estuda os porquês


E que, em consciência, luta organizada.
*



Até conheço quem, tendo nascido


Em berço de ouro, tenha preferido


Viver tão só de quanto produzia
*



Mas isto sinto e disto estou segura;


Acredito que o mundo inda tem cura,


Que existe "arranjo" pra tanta avaria!
*



Maria João Brito de Sousa - 19.10.2021 -09.30h
*


 


Respondendo ao soneto POBREZA ENVERGONHADA de José Manuel Cabrita Neves


 

Comentários

  1. Soneto lindíssimo de ler
    .
    .
    Uma semana feliz … Beijo e/ou abraço
    .

    .

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  2. Brancas nuvens negras19 de outubro de 2021 às 14:14

    Muitos de nós vivemos com algum desafogo, sem excessos, comprar uma casa, lentamente (pela qual se paga várias vezes mais) foi a atitude certa, caso contrário muitos de nós estariam na miséria. O poema diz aquilo que sabemos.
    Um abraço
    L

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    Respostas
    1. É bem verdade, L., este soneto nada vem acrescentar àquilo que todos sabemos, é apenas uma conversa "sonetada" entre mim e um excelente sonetista que conheço há uns bons anos.

      Mas não, o problema não está nos que vivem em relativo desafogo, pois em relativo desafogo deveríamos viver todos nós, numa sociedade ideal.

      O problema está muito mais acima, bem no topo da pirâmide social.

      Nesses não me fio, por muito que se esforcem por fazer passar uma imagem de filantropia. E fazem-no!

      Forte abraço

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    2. Brancas nuvens negras19 de outubro de 2021 às 18:40

      Quando disse "alguns de nós vivemos com algum desafogo" referia-me a nós próprios na nossa vida passada quando estávamos na cadeia de produção, pretendi mostrar, em contraponto, que hoje vivemos muito remediadamente. Sim, o problema está muitíssimo mais acima, esses nunca viverão apenas com desafogo e muito menos remediadamente.
      Um abraço
      L

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    3. Compreendo, L.

      Talvez eu tenha compreendido mal pois vivi muito tempo fora da cadeia de produção, primeiro por razões familiares e, nos últimos anos, por doença.

      As últimas quase duas décadas não foram nada fáceis para mim.

      Outro abraço


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  3. Verdade MJ
    de gosto ao ler
    só que duvido
    que melhoras possam acontecer
    pois o umbigo "deles" é mais bonito.

    Quase por de Sol, boa e bela noite com alegria, beijinhos
    (Caloiros no blog)

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    Respostas
    1. Olá, Anjo

      Todos temos belíssimos umbigos... digo eu, que já nem me recordo do feitio do meu

      O problema está nos bolsos; há bolsos que têm uma capacidade maior do que o meu "Mar sem Fundo"...

      Não serão muitos, claro, porque estes "modelitos" não estão ao alcance dos salários/zinhos da esmagadora maioria, mas... caramba! Nos bolsos desses fatos, vestidos e casacos, cabe tudo quanto existe em moeda real e virtual. Até cabe o "cash" que ainda está por inventar! Olarila!

      Obrigada e beijinhos

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    2. Oooops! A malta da UBI voltou ao teu blog???

      Vou ver!

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  4. Sim o mundo inda terá cura
    só que o remédio
    tem sido arredado

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