"ENTREI NO CAFÉ COM UM RIO NA ALGIBEIRA"*

ENTREI NO CAFÉ...
*
"Entrei no café com um rio na algibeira",
Pedi uma bica que nunca paguei
E sentada nas águas do rio que engendrei
Soltei as palavras numa cachoeira
*
Nessa "pororoca" acendi a braseira
Do verso espontâneo que não convoquei;
Fluindo e queimando, assim me encontrei
Suando o floema da antiga palmeira.
*
Nem nuvens, nem estrelas puderam mover-me;
Tudo me jorrava da mente e da derme
De dentro pra fora e de fora pra dentro
*
Um pássaro, enfim, quem sabe o não fizesse
Se no rio pousasse e no bico trouxesse
O suave trinado de um canto mais lento.
*
Mª João Brito de Sousa
03.11.2021 - 12.30h
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*Conversando com um verso do poema homónimo de José Gomes Ferreira.
Poema lindíssimo, fascinante de ler. Li e reli encantado
ResponderEliminarCumprimentos
Muito obrigada, Rik@rdo!
EliminarFraterno abraço!
A imagem mostra um trabalho consistente tal como nos seus poemas. O soneto de hoje com um sabor abrasileirado e com muita imaginação.
ResponderEliminarUm abraço
L
Muito obrigada, L.
EliminarChego atrasada porque, ontem, os amigos daqui de perto não me deixaram sozinha nem um minuto
Forte abraço
Estou a imaginar
ResponderEliminaro prazer
que teria JGF
em te ler
O meu
está implícito
Abraço em forma de lago
Espero que sim, Rogério, espero que sim
EliminarUm abraço de asas abertas
De beleza em beleza
ResponderEliminarassim é a nossa MJ com certeza
nas palavras e nas tintas
Beijinhos
E cá estou eu, Anjo meu , com tintas, palavras e tudo
EliminarQue tenhas um excelente fim-de-semana.
Beijinhos