FELIZ NATAL!

azevinho.jpg


FELIZ NATAL!
*



Prometi que olharia este Natal


Tal qual via o Natal quando menina...


Embora agora assim o não defina,


Será na minha infância que, afinal,
*



Acharei a semente original,


O pouco do qual tanto se origina,


Longínquo e tão profundo quanto a mina


Na qual cresceu a gema do meu sal;
*



Daí vêm o musgo e a lareira,


O conforto que enchia a casa inteira


E o forte aroma a seiva e rabanadas...
*


Hoje, sobra-me a baga de azevinho


E um cacto que reluz em cada espinho


Pra celebrar os meus pequenos nadas.
*


 


Mª João Brito de Sousa
*
23.12.2021 - 12.30h


 


 

Comentários

  1. Maria João
    O soneto está um primor assim como a foto que lembra o Natal.
    Retribuo e agradeço muito sensibilizada os votos de Feliz Natal e Ano Novo que deixou no meu Maresias.
    Muito obrigada!
    Beijinhos
    :)

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    1. Muito obrigada, Piedade

      Aqui renovo os meus votos de um Feliz Natal

      Beijinhos

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  2. É o nosso trem de vida MJ
    mas com alegria e harmonia
    é bom a cada dia

    Bom e feliz Natal querida amiga, beijinhos

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    1. É sempre com muita alegria que recordo os meus natais de menina, Anjo meu

      Feliz Natal

      Beijinhos

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  3. É inevitável recordar os natais da nossa infância.
    Saúde, um abraço.

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  4. Querida Maria João,
    Feliz Natal minha amiga, com a magia do Natal da sua infância e a beleza dos seus versos cheios de tudo!

    Um grande beijinho e um abraço apertado!

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    1. O mesmo lhe desejo, Blue Bird

      Apesar de todos os apesares, que tenha um muito Feliz Natal

      Beijinho grande e abraço apertado

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  5. Gostando de ler. Poema lindíssimo. Deixo, votos de um FELIZ NATAL, extensivo à família e amigos/as.
    .
    Cumprimentos natalícios.
    .

    .

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    1. Agradeço e retribuo os votos de Feliz Natal, Rik@rdo!

      Abraço natalício

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  6. Fica sabendo
    olhando eu o azinho
    que teus pequenos nadas
    nada tem a ver com espinho

    E o mais estranho, é que sabes isso!

    Abraço natalício

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    1. Tem pois, Rogério! Ou tu não reparaste que em vez de um pinheiro de Natal, tenho um enorme e belíssimo cacto de Natal com milhares de espinhos nos quais pendurei as luzinhas intermitentes?

      Abraço natalício[<<-]

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  7. Um primoroso soneto, para não variar. :-) Desejo-lhe, com toda a sinceridade, que viva um Natal tão feliz quanto possível, sabendo, porém, que nunca nenhum Natal é igual aos da nossa infância. Esses eram irrepetíveis e ficam saudosamente guardados na nossa memória.

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    1. Bem-haja, Fernando.

      Curiosamente, é sempre com muita alegria que recordo os irrepetíveis natais da minha infância, não sou o tipo de pessoa que facilmente se perde em melancolias, embora reconheça que muitos dos que lerem a minha poesia poderão pensar exactamente o contrário...

      Que tenha, também, um Feliz Natal, amigo

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