FRUTO DE UM MAR PROIBIDO - Reedição

20800366_1666091870082087_4835604160629639697_n (1).jpg


FRUTO DE UM MAR PROIBIDO
*



Quis lembrar-me do mar que trazias


A pender-te da ponta dos dedos,


Prometendo, acenando aos mil dias


Que eu roubava à avareza dos medos
*


 


E colhi, desse mar que escondias


No remoto pomar dos segredos,


O mel doce que em fruto of`recias


Dentre mil, extemporâneos, azedos…
*


 


Houve um tempo redondo e magoado


Em que o fruto minguava escondido,


Definhando de tão resguardado
*



Na redoma do que é proibido


E se eu nunca o tivesse encontrado,


Talvez nunca o tivesse perdido.
*



Maria João Brito de Sousa


23.10.2011 – 15.00h
***


(Em verso eneassilábico)

Comentários

  1. Brancas nuvens negras18 de maio de 2022 às 11:33

    Só sentimos verdadeiramente falta ou só perdemos, aquilo que um dia conhecemos.
    Belíssimo poema.
    Um abraço.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada, L.

      Descobri que tinha perdido a conta aos meus dias da década passada e, de quando em quando, vou buscar um que me pareça menos mau :)

      Outro abraço

      Eliminar
  2. Perdidos ou achados
    que seja um belo dia
    inteirinho em harmonia
    Beijinhos

    ResponderEliminar
  3. Boa noite de paz, querida Maria João!
    "E se eu nunca o tivesse encontrado,
    Talvez nunca o tivesse perdido."
    Estive ausente uns dias e venho agradecer seu carinho no Entre Nós, sobretudo.
    Um poema interessante cujo tema você abordou de forma inusitada.
    Recortei os versos que muito me tocaram.
    Tenha dias abençoados de paz!
    Beijinhos 😘🕊️💙💐

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Muito grata pela sua visita e palavras, Rosélia!

      Muita saúde, paz e inspiração!

      Beijinhos

      Eliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

NAS TUAS MÃOS

MULHER

A CONCEPÇÃO DOS ANJOS - Em nove sílabas métricas