TANTAS CARAVELAS... - Reedição
TANTAS CARAVELAS...
*
Ergue-se o pano e surge outro cenário
Vindo de uma matriz que mal denota
O virtual do qual emerge a frota
De sonhos com aromas de incensário
*
A multidão, em sentido contrário,
Retoma, paulatina, a sua rota
E os que não trouxerem espada e cota
Farão boicote ao vosso imaginário…
*
Não será de estranhar que, no futuro,
Se (re)erga uma ponte sobre um muro
E um outro entendimento sobrevenha,
*
Nem será de esperá-lo. O que vos juro,
É que a tela que pinto e que emolduro
Se vai esfumando ao longe. E ninguém estranha.
*
Maria João Brito de Sousa
02.03.2009 - 22.30h
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Fascinante de ler
ResponderEliminar.
Feliz fim de semana.
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:) Muito obrigada, Ryk@rdo!
EliminarBom fim-de-semana e um abraço!
Um poema cheio de significado com a originalidade de (re) erguer pontes sobre muros. Uma visão do futuro, muito poética, de grande qualidade literária.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Muito obrigada pela gentileza das suas palavras, L.!
EliminarUm grande abraço!
É curioso, teu soneto
ResponderEliminarbate certo
com o meu texto
"O mundo já não será o que era"
(a imagem é um espanto!)
Abraço
As coincidências existem mesmo e até podem acontecer com frequência entre pessoas com opções ideológicas idênticas, como acontece connosco, Rogério.
EliminarLamento muito não saber quem criou esta imagem que há muito tempo tenho guardada nos meus ficheiros, mas concordo: é um espanto!
Abraço