A FLORESTA - Reedição

PÃ E A GRAVIDADE DA MAÇÃ VERDE - 1999 (5).jpeg



A FLORESTA - Reedição
*


 


Pintei numa floresta cogumelos


Sob árvores azuis, como Gauguin,


E adornei as neblinas da manhã


De violetas e de ocres muito belos
*


 


Fui colorindo o fundo de amarelos,


Conversei com Diana, abracei Pã,


Provei o verde polme da maçã


E entrancei ramos de hera nos cabelos...
*


 


Não houve nenhum sol, nenhuma lua


Que ousasse reclamar-me a sua posse,


Ou que reivindicasse o seu destino,
*



Porque ela, omnipresente, agreste e nua,


De aspecto inacabado e sabor doce,


Nasceu-me de um soneto em desatino.
*


 


Maria João Brito de Sousa


25.09.2009
***

Comentários

  1. Lindíssimo, como sempre minha amiga! Não tenho cá vindo, há sempre algo que fica para amanhã...
    Beijinhos, e um lindo fim-de-semana 🌷🌼

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    Respostas
    1. Obrigada, Sandra!

      Também eu estou a vestir-me à pressa pois vou ter de sair...

      Bom fim-de-semana e um beijinho grande!

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  2. Entrei na tua floresta
    passeei por ela
    ouvi tua conversa com Diana,
    vi teu abraço a Pã,
    copiei teu gesto
    poético
    e fui provar o verde polme da maçã

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada, Rogério!

      Foi exactamente para isso que engendrei e partilhei esta floresta!

      Forte abraço!

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