SEM TÍTULO VI
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SEM TÍTULO VI
*
Repara, amor, que a mim tanto me fez
Que fosses rico ou pobre ou branco ou negro
Que nunca olhei à cor da tua tez
E à riqueza, amor, inda hoje a nego
*
Sequer à tua força e robustez
Olhei que o meu amor era, então, cego
E amei-te com a mesma insensatez
Que engendra a solidez do desapego...
*
Amei-te pressupondo desvendar-te
E cega vi-te, amor, por toda a parte,
Como se foras puro, imaculado,
*
Mas assim que curada da cegueira,
Ao ver a tua imagem verdadeira
Mal cri no que não vi por ter cegado.
*
Mª João Brito de Sousa
15.11.2022 - 10.30h
***
Um poema de amor, aquele amor antigo, com uma conclusão inesperada.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Sim L., um amor muito antigo que durou mais de trinta anos, contando com os cinco anos de namoro.
EliminarForte abraço!
Soneto maravilhoso BRILHANTE.
ResponderEliminarCumprimentos poéticos
Obrigada, Ryk@rdo!
EliminarAbraço poético!
Mas que beleza de cegueira MJ
ResponderEliminarBela tarde com alegria agasalhada, beijinhos
Obrigada, meu!
EliminarMais do que agasalhada, estou entrouxada em roupa, rsrsrs
Bela tarde e beijinhos!