A "SOIRÉE" - Reedição
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A "SOIRÉE"
*
Reedição
*
Não tenho tempo para não ter tempo
Que enquanto escrevo o tempo cristaliza
E o ponteiro das horas mal desliza
No eterno mostrador do pensamento
*
Desse não-tempo retiro o sustento
E dessa ausência estática, concisa,
Ressurge a velha Musa que imprecisa
Me visita em rajadas, como o vento
*
Outro cenário emerge. O novo palco,
Que afinal é o mesmo... ou já não é?,
Retoma a forma de algo que decalco
*
Do sargaço ao sabor de uma maré:
Talvez seja uma vaga o que recalco
Enquanto o mar encena esta "soirée"...
*
Maria João Brito de Sousa
09.10.2020 - 18.24h
***
Soneto inspirado numa crónica/poética de MEA (Maria da Encarnação Alexandre) - Reformulado
E que bela Noitada MJ
ResponderEliminarBela tarde com alegria, beijinhos
A inspiração conduz à POESIA e a velha musa regressa ao seu lugar.
ResponderEliminarAbraço noturno que sintoniza com o tema do belíssimo poema.
Este soneto é uma reedição, Teresa, que a velha Musa anda arredia... Mas, desta vez, não lhe atribuo culpas. Estou convicta de que são alguns dos novos medicamentos que me foram receitados que a vão mantendo à distância...
EliminarForte abraço!
O Tempo não nos dá tempo, para, com tempo, termos tempo, para termos ou não tempo! Mas que tempo!
ResponderEliminarQue tempos, Francisco, que tempos!
EliminarObrigada e um fraterno abraço!
Sempre belos os seus sonetos. A Musa, sempre a viver consigo, mesmo em momentos em que parece não estar presente.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Obrigada, L., mas a verdade é que esta é uma reedição e ainda que Musa possa estar comigo, deve estar um bocado anestesiada por algum dos novos medicamentos que me foram prescritos e , agora, passam-se dias e dias em que não sinto aquele impulso inicial que dantes era diário e constante e do qual nascia quase sempre um bom soneto.
EliminarForte abraço!