SONETO DO DESAMOR POSSÍVEL II
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SONETO DO DESAMOR POSSÍVEL II
*
Galguei altas vagas, sondei-te as entranhas,
E entrei no teu templo. Não me ajoelhei.
Se não mais me queres, se assim me desdenhas,
Também eu te juro que te esquecerei
*
Cavaste os abismos e criaste as montanhas
Para que eu subisse. Nunca eu subirei
Tão altas encostas de escarpadas penhas,
Nem aos teus abismos jamais descerei!
*
Se sou tão só sombra de ruínas e escombros,
Não sentes o peso que trago nos ombros
E julgas ser pouco o que ergui para ti,
*
Verás que também tu estarás, pouco a pouco,
A desvanecer-te até que sobre o oco
Daquilo que foste... Ou daquilo em que eu cri?
*
Mª João Brito de Sousa
04.03.2023 - 12.40h
***
Fases da vida, malfadadas, que tem de ser geridas mas... não esquecidas.
ResponderEliminarUm abraço.
L
A verdade, L., é que acredito que para poder haver desamor, ainda tem de existir amor.
EliminarPor muito distantes e apagadas que estejam as memórias, não há desamor sem haver amor, tal como não existiria a noção de luz se a escuridão lhe não viesse dar um sentido...
Outro forte abraço
A Luz e a Escuridão da Vida! Excelente Poema.
ResponderEliminarAssim é, ou assim foi, Francisco. Obrigada!
EliminarFraterno abraço!
A descrença feita poesia. Gostei.
ResponderEliminarAbraço e saúde
Obrigada, minha amiga!
EliminarPaz, saúde e um grande abraço!
Bom domingo, querida amiga Maria João!
ResponderEliminarO que acreditávamos ser pode não ser.
O amor pode se tornar em desamor.
Um poema de amor real...
Tenha uma nova semana abençoada!
Beijinhos
Bom Domingo, querida amiga!
EliminarSim. é bem verdade que um amor pode passar a desamor em circunstâncias extremas, tal como pode haver momentos de desamor num amor ainda existente.
Também eu lhe desejo uma semana abençoada!
Beijinhos