DESLEIXO - Reedição
![]()
DESLEIXO
*
Soneto que me nasça por favor,
sem essa rebeldia indefinível
dos versos que se esculpem por amor
na sequência de urgência irreprimível
*
Bem pode ostentar forma e ter rigor,
Porém não terá "garra", essa indizível,
que o tempera, o reforça, dá vigor
e é, no fundo, o que o torna irrepetível
*
Mas que posso fazer contra a vontade,
transformada em rotina involuntária
que me exige um soneto? Aqui o deixo,
*
Sabendo que ajo mal pois, na verdade,
por capricho tornei-me, a mim, contrária
e em vez de excelência urdi desleixo!
*
Maria João Brito de Sousa
17.06.2010 – 09.26h
***
Soneto que me nasça por favor,
ResponderEliminar...
na sequência de urgência irreprimível
É assim mesmo, algo nos força, nos cria a necessidade.
Um abraço.
L
Bem-haja, L.! É assim mesmo, é!
EliminarForte abraço!
Que a ..."garra"... nunca lhe falte e a Musa, com saúde.
ResponderEliminarObrigada, Francisco!
EliminarDe momento, estão-me a faltar tanto a saúde como a Musa e a garra, mas penso que depois de repostos os meus níveis de ácido fólico, pelo menos a garra voltará.
Um abraço
A rebeldia e a garra fazem parte de um bom soneto.
ResponderEliminarBom fim-de-semana, Maria.
Um abraço
Sem dúvida, Cheia!
EliminarBom fim-de-semana e um abraço!
E como o que tem de ser tem muita força, aqui estava o meu rebuçado de hoje, com este Soneto "Desleixo" que apesar de ser de ontem, não me tinha dado conta dele, não por desleixo mas por quadras a São João
ResponderEliminarEntretanto andei vendo o teu poetaporkedeusker e não encontrei nenhum que fosse por desleixo, tanto este, como todos, estão repletos desse Amor, não me parece que possas escrever por favor, será sempre com, e por, Amor.
Obrigada por partilhares connosco a tua Poesia, Bravo! ( E...brava também )
Xi Mª. João!