PENDE DO MEU ANZOL UM PEIXE VIRTUAL - Reedição
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Gravura de Pieter Bruegel (o velho)
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PENDE
DO MEU ANZOL
UM PEIXE VIRTUAL
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Amo o azul do mar, o verde da planura
E quanto da lonjura alcança o meu olhar:
Serei escrava de um lar que no mar se procura
Enquanto esta loucura assim me cativar
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E, sem me rebelar, nem franca, nem perjura,
Ainda que imatura aceito este invulgar
Destino de varar um mar que só me augura
Os ventos da ventura em que hei-de naufragar...
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Ao longe, pedra e cal, brilha um velho farol,
Branco como um lençol que foi tecido em sal
E se me saio mal porque um raio de sol
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Derrete e faz num fole esta rota ideal
Na colisão plural dos estros sem controle,
Pende, do meu anzol, um peixe virtual!
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Maria João Brito de Sousa
15.06.2020 - 16.09h
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Soneto em verso alexandrino com rima duplamente encadeada
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Muito bom!
ResponderEliminarBoa tarde, Maria!
Um abraço.
Obrigada, Cheia!
EliminarBoa tarde e um forte abraço!
Muito original, continua na fase "mar".
ResponderEliminarUm abraço
L
Melhor dizendo "período mar".
EliminarOutro abraço.
L
Há mar na maioria dos meus sonetos, L. ... óbvio ou apenas subentendido, o mar está sempre presente.
EliminarObrigada e um forte abraço!
Sim, eu entendi... mas fase ou período, o mar ou está presente ou virá a estar em breve. Nunca me afasto muito dele, tal como na vida real.
EliminarEnquanto não chega Julho, mês junto ao mar português, contento-me em mergulhar no „período mar“ da sonetista Maria João Brito de Sousa 🌊
ResponderEliminarAbraço amistoso da aldeia do Düssel, desejando-lhe que tudo corra pelo melhor!!
Obrigada, Teresa!
EliminarAbraço amistoso daqui, do meu cantinho de sempre!
Maravilhoso Mª. João!
ResponderEliminarBravo!
Muito muito bom a emoção deste peixe virtual que me levou numa viagem especial pelo exigente formato do soneto alexandrino, e em rima duplamente encadeada!
Comecei a ler e nem queria acreditar!
Magnífico este Mar! Lindo lindo em imagem, rico em todos os sentidos!
Um exemplo espectacular do que um Soneto pode ser de contemporâneo e inovador. Amei! Ponto!
Muitíssimo obrigada por esta partilha!
Um enorme e grato Xi, Mª. João! 🐦