SEM RETORNO
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SEM RETORNO
*
Cheguei ao mar nesta casca de noz,
A improvisada barca dos meus sonhos
Que para trás deixava a própria foz
E também os meus medos mais medonhos
*
Não haverá retorno para nós
E os dias, quer alegres, quer tristonhos,
Serão, de hoje em diante, dias sós,
Longos, intermináveis e bisonhos
*
Mas que me importa, se me fiz ao Mar,
O tempo que levei pra cá chegar
E o esforço imenso por mim despendido
*
Até que a noz passasse pela Barra
E eu gritasse ao mundo: - Quem me agarra?
Ninguém! Já ninguém muda o meu sentido!
*
Mª João Brito de Sousa
11.08.2023 - 16.00h
***
Nada é em vão e tudo vale e valeu, a pena.
ResponderEliminarUm abraço.
Obrigada, L. :)
EliminarOutro forte abraço
"...E que me importa, se me fiz ao Mar, (...)
ResponderEliminarBem vinda de volta ao "Mar", com saúde.
Retomei o meu percurso muito a medo, mas parece que ainda consigo "nadar" embora tivesse chegado a temer nunca mais conseguir dar uma única braçada.
EliminarObrigada e o meu fraterno abraço
Depois de passar a barra, não há retorno.
ResponderEliminarBoa noite, Maria!
Bom domingo.
Um abraço
Nem eu quero que haja, Cheia. Este período de silêncio foi muito triste para mim, espero poder agora navegar até ao fim do meu percurso.
EliminarBom Domingo e um abraço!
Não, não mudes o sentido
ResponderEliminarVou contigo
Bora lá, camarada Rogério!
EliminarLargo abraço!