SEM RETORNO

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SEM RETORNO
*


 


Cheguei ao mar nesta casca de noz,


A improvisada barca dos meus sonhos


Que para trás deixava a própria foz


E também os meus medos mais medonhos
*



Não haverá retorno para nós


E os dias, quer alegres, quer tristonhos,


Serão, de hoje em diante, dias sós,


Longos, intermináveis e bisonhos
*



Mas que me importa, se me fiz ao Mar,


O tempo que levei pra cá chegar


E o esforço imenso por mim despendido
*



Até que a noz passasse pela Barra


E eu gritasse ao mundo: - Quem me agarra?


Ninguém! Já ninguém muda o meu sentido!
*


 



Mª João Brito de Sousa


11.08.2023 - 16.00h
***

Comentários

  1. Brancas nuvens negras12 de agosto de 2023 às 14:38

    Nada é em vão e tudo vale e valeu, a pena.
    Um abraço.

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  2. "...E que me importa, se me fiz ao Mar, (...)
    Bem vinda de volta ao "Mar", com saúde.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Retomei o meu percurso muito a medo, mas parece que ainda consigo "nadar" embora tivesse chegado a temer nunca mais conseguir dar uma única braçada.

      Obrigada e o meu fraterno abraço

      Eliminar
  3. Depois de passar a barra, não há retorno.
    Boa noite, Maria!
    Bom domingo.
    Um abraço

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Nem eu quero que haja, Cheia. Este período de silêncio foi muito triste para mim, espero poder agora navegar até ao fim do meu percurso.

      Bom Domingo e um abraço!

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  4. Não, não mudes o sentido
    Vou contigo

    ResponderEliminar

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