SONETO DO MAR- Reedição
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Fotografia gentilmente cedida por Carlos Ricardo
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SONETO DO MAR
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Serei, na (in)completude dos gentios,
Quem de ti fez o berço original,
Quem te encheu da grandeza natural
De invernos, dos agrestes, e de estios;
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Sou quem te enfeita de ilhas e baixios,
Quem te escava esse leito de água e sal,
Quem te cobre de bancos de coral,
Quem te devolve a água dos seus rios
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E sou quem te deu essa imensidão
Das coisas que mal sabes desvendar,
Quem cresce ao renovar-te e quem te fez,
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Sou, a Vontade - sempre em gestação -
De me expandir, de me multiplicar
E a força que adivinhas mas não vês!
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Maria João Brito de Sousa
23.01.2008
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In Poeta Porque Deus Quer
Autores Editora, 2009
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Um mar de sonetos, Maria!
ResponderEliminarBoa noite e bom fim-de-semana.
Um abraço.
Este Mar é do meu segundo ano de plantio do soneto, pois só comecei a escrever sonetos em 2007, Cheia.
EliminarBom descanso , um excelente fim-de-semana e uma abraço!
Um poema que merecia um cartaz colocado em cada praia.
ResponderEliminarUm abraço.
Muito obrigada pela gentileza das suas palavras, L.
EliminarUm forte abraço!
Olá querida Mª João!
ResponderEliminarAinda mesmo antes de ler o teu Soneto do mar tive de vir aqui à caixinha dos comentários para fazer uma pergunta:
Sou só eu ou aquela onda faz a figura de um Cristo de braços abertos?
E se sim, é mesmo fenomenal!
Parabéns ao fotógrafo Carlos Ricardo!
Genial!
Vou então ler o Soneto... até já.
Dona Cotovia, também me ocorre um "Adamastor"!!!
EliminarVerdade, também poderia ser, mas claramente que está ali uma figura!
EliminarObrigada Francisco, não sou só eu!
É espantosa, esta fotografia do Carlos Ricardo, não é?
EliminarBem, não, não vi um Cristo, mas vi uma figura humana... Creio que mais um Adamastor zangado com quem se tenha atrevido a aproximar-se dos seus domínios. De qualquer forma é uma fotografia espectacular!
Até já!
Sim, Francisco, a mim também me ocorreu o Adamastor!
EliminarAbraço
Não, não és só tu, pequena Cotovia: toda a gente vê uma figura humana naquela vaga
Eliminar"...Sou, a Vontade - sempre em gestação ..."
ResponderEliminarQue a Vontade não lhe falte e a Musa não lhe escape, na sua "multiplicação" de Sonetos.
Saúde e Paz!
Boa noite, Francisco!
EliminarMuito obrigada, meu amigo. Este soneto já é antigo, do segundo ano da safra, mas eu espero poder continuar a poder escrevê-los por mais alguns anitos.
Saúde e Paz
Lindo lindo lindo!
ResponderEliminarO mar criador, de onde toda a vida emerge assim como os poemas, que nos recorda a nossa minúscula, ínfima dimensão, mas ao mesmo tempo tão grandes quanto desejarmos enquanto humanidade unida.
Fez imenso sentido o terceto:
"E sou quem te deu essa imensidão
Das coisas que mal sabes desvendar,
Quem cresce ao renovar-te e quem te fez,"(...)/"multiplicar/E a força que adivinhas mas não vês!
Final soberbo!
Bravo!
Enorme Xi, muitos beijinhos axicorãozados. ❤️🐦
Obrigada, pequena Cotovia!
EliminarAinda estava um bocadinho verde na altura em que este soneto foi escrito, mas saiu-me bem, também gosto bastante dele
Na verdade, somos, em simultâneo, ínfimos e imensos nas nossas diferenças e semelhanças...
Enorme beijinho axicoraçãozado!
Sábias e belas tais palavras
ResponderEliminarsó não sei
porque não me falas
das ondas
alterosas
ou
calmas
Abraço de peixe
Viva, Rogério!
EliminarTinha 14 versos decassilábicos para apresentar - ou representar- a voz do mar e da sua imensa importância na criação da Vida e o mar ficou apresentado... mas tenho muitos outros sonetos que falam das vagas mais calmas ou mais enfurecidas. Tenho até muitos - talvez dezenas - que te falam pormenorizadamente disso.
Abraço de peixe também para ti!