NAS TUAS MÃOS
Fotografia de Carlos Ricardo * NAS TUAS MÃOS * Nas tuas mãos eu, ave, te confesso Que esvoaço, sucumbo e, já rendida, Procuro nessas mãos uma guarida Em que a chama que sou não tenha preço * Eu, ave, só te entrego o que não peço: Submeto-me à carícia prometida Nas asas da loucura em mim escondida Que tu não sonharás e eu nem meço * E que outra ave marinha ofertaria Tanta e tão profundíssima alegria, Que outra alma se daria em seda pura? * As tuas mãos… quem mais se atreveria A desvendar-lhes sede e fantasia Para enchê-las de amor e de ternura? * Maria João Brito de Sousa Maio 2007 ***
Voltar a ser fogo e vulcão, isso é que é energia.
ResponderEliminarBoa saúde.
Um abraço
L
Mas só há duas formas de isso me acontecer, L. : quando defendo algo em que profundamente acredito ou quando escrevo um bom poema à velocidade do pensamento, de mãos dadas com a Musa.
EliminarSaúde e um abraço!
Não adorei apenas ler a POESIA como também preencher a minha memória com Sá de Miranda que foi um importante poeta e dramaturgo português do século XVI, conhecido por introduzir o soneto na literatura portuguesa. Ele é considerado um dos precursores do Renascimento em Portugal. A sua obra reflete uma profunda sensibilidade estética e uma busca pela beleza, além de abordar temas como o amor, a natureza e a condição humana.
ResponderEliminarAbraço amigo da cidade fria.
Viva, Teresa!
EliminarOra bem, foi exactamente por reconhecer a importância da obra de Sá de Miranda que me ocorreu "conversar" um pouco com ele, que é - pelo menos para mim - uma excelente forma de lhe prestar homenagem.
Já o tinha feito aqui e voltei a fazê-lo aqui https://asmontanhasqueosratosvaoparindo.blogs.sapo.pt/conversando-com-sa-de-miranda-ii-225235
Além do mais, Sá de Miranda aborda temas que eu também abordo, é um verdadeiro prazer e uma honra poder conversar com a poesia dele.
Um abraço desta sua amiga de Oeiras, a mais bonita das vilas da Linha do Estoril