ESPANTO II - Reedição
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ESPANTO
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Meu espanto, como bicho degolado,
É este quase-nada, este destroço,
Que embora reduzido a pele e osso
Faz frente a quem o tenha encurralado
*
É este não temer ser confrontado
Com força natural, fera ou colosso,
Que nega a frustração do “mais não posso!”
E muda, à dura sorte, o resultado
*
O espanto mora em mim, comigo vive,
Mas pode exacerbar-se onde eu não estive
Se as asas dum poema o transportarem
*
Porque traz quanta força eu jamais tive
Se enfrenta humilhação que o esgote ou prive
Da voz que os sonhos meus lhe não negarem.
*
Maria João Brito de Sousa
30.10.2013
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A força de quem não se deixa encurralar.
ResponderEliminarFeliz dia, Maria João!
Um abraço
Eu bem tento, Cheia, eu bem tento...
EliminarFeliz dia e outro abraço
Agvoltouuerrida Musa que
ResponderEliminarBela tarde em harmonia
e um belo Natal desde já deixo eu.
Beijinhos
Aguerrida Musa que voltou
ResponderEliminarRaio do sapinho
Eheheheheh , percebi, , o sapito deu um pulinho enquanto escrevias "aguerrida", eheheheheh... Ontem também me ri lá no ninho da nossa Cotovia, quando a minha afonia se transformou em agonia, hehehehe
EliminarBeijinhos e um Feliz Natal para ti
Verdade, estes pirulitos que o corrector dá, acabam, maioria das vezes, em risota, melhor assim, poderia ser caso de desconfortável engano
EliminarEspero que estejas melhor da afonia, querida Mª João?
Olá, linda Cotovia!
EliminarJá não estou afónica mas continuo muito rouca e cheia de tosse... Paciência, enquanto me aguentar sem sentir febre não volto ao centro de saúde. O pior vai ser amanhã. quando chegar a consulta telefónica de pneumologia. Vai ser complicadito ler, de alto a baixo, o relatório de uma espirometria com esta semi afonia e o MR nunca chegou a fotografá-lo e a enviá-lo à médica via email, conforme combinado.
Mas hei-de encontrar forma de me fazer compreender, nem que tenha de o transcrever palavra a palavra.
Xi
"...E muda, à dura sorte, o resultado..." Votos de Saúde, Paz e Festas Felizes.
ResponderEliminarDesta vez nem o espanto pôde mudar "à dura sorte o resultado" e o amigo que me apoiava incondicionalmente faleceu no dia quatro deste mês, Francisco.
EliminarNo entanto, sei bem que a vida tem de continuar e a poesia também não pode morrer em mim enquanto o meu coração pulsar.
Retribuo os votos de Saúde, Paz e Festas Felizes!
Este teu espanto
ResponderEliminartanto me espanta
ainda e tanto
e até me encanta
Abraço encantado
Querido amigo, respondo-te com os versos finais de outro poema que escrevi em 2015 :
Eliminar..."... Não fosse, porém, o espanto
Que o tivesse originado,
Como é que um verso acossado
Se imporia se, em quebranto,
Nascesse afogado em pranto
Em vez de em espanto gritado?"
Abraço grato!
Um soneto que é uma força da natureza, como a Poetisa que o compôs:
ResponderEliminar"É este não temer ser confrontado
Com força natural, fera ou colosso,
Que nega a frustração do “mais não posso!”
E muda, à dura sorte, o resultado."
Bravo, querida Mª João!
Soneto lindíssimo, forte, vibrante. Gostei muito.
Obrigada pela reedição!
Continuação de melhoras, votos de uma noite tranquila.
Beijinhos e um Xi forte e grato pelas tuas partilhas.
Olha que enquanto os escrevo sinto-me mesmo movida por uma força que não tenho na vida real... Talvez seja esta a verdadeira magia da poesia...
EliminarBelos tempos aqueles em que eu e a Musa passávamos dias inteiros no dorso de um corcel de fogo - Agora, só de quando em quando escrevo uma coisita que jeito tenha.
Obrigada e que tenhas, também, uma noite quentinha e serena.
Beijinhos e outro xi apertadinho