VISLUMBRES DE UMA DISTOPIA - Reedição
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Tela de Hieronymus Bosch
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VISLUMBRES DE UMA DISTOPIA
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Silenciosos nos seus corpos de aço,
Dormindo estranhos sonos vigilantes
E usufruindo, ou não, de um espanto escasso,
Estão os que já não são o que eram dantes
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Guardam os torreões do novo Paço
E, escolhidos a dedo, são gigantes
Que correm dez mil milhas sem cansaço
E abatem de um só sopro astros errantes
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As montanhas, rolando sobre esferas,
Desviam-se dos rios e das ribeiras
Que agora desaguam nas crateras
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Cavadas pelas balas não certeiras:
Não há dias nem noites, só há esperas,
Frágeis conspirações, pulsões grosseiras...
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Mª João Brito de Sousa
28.03.2022 - 14.00h
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Vislumbra se inspiração cavadas por palavras bem certeiras sempre que lê a Maria João
ResponderEliminarE que bom é saber que mesmo não sendo o seu corpo de aço, ainda nos consegue ofertar com tão belas partilhas
Fica uma abraço cúmplice e desejos de uma boa pascoa
Obrigada, Cúmplice do Tempo!
EliminarNão, de maneira nenhuma tenho corpo de aço, limitei-me a dar algumas pinceladas expressionistas em forma de soneto. Ou melhor, sobre um soneto que pretende ter vislumbrado um mundo distópico.
Retribuo os votos de boa Páscoa e o abraço cúmplice
É esse o mundo em que os nossos descentes irão viver, os sinais são visíveis e nós, que já vivemos noutro tempo, temos consciência da diferença.
ResponderEliminarUm abraço
L
Viva, L.!
EliminarÉ um apenas um esboço expressionista de um mundo por nós ora intuído, ora deduzido... Mas nem tudo nele é ficcionado, que algumas destas pinceladas são já a expressão de uma realidade bem visível...
Forte abraço
Belo sábado doce e em harmonia MJ, beijinhos
ResponderEliminarBom dia,
EliminarQue tenhas um excelente Sábado, embora, por aí, a Primavera deva estar geladinha... até por aqui a pobrezinha tem de sair à rua de guarda-chuva e casacão de Inverno...
Beijinhos
Frágeis conspirações não abalarão os torreões.
ResponderEliminarUm abraço, Maria João!
Que assim seja, Cheia!
EliminarEste soneto não é muito óbvio naquilo que expressa... e, no entanto, descreve muito razoavelmente um vislumbre de distopia, tal como esta magnífica tela de Bosch descreve o inferno. Bosch pareceu-me sempre um pintor nascido fora do seu tempo. Admiro-o muitíssimo, embora não nutra por ele a paixão que nutro por Vincente Van Gogh ou Pablo Picasso...
Outro abraço
P assagem para a vida
ResponderEliminarA luz de Cristo Jesus
S eja nossa guia
C om amor por todos nós
O amor venceu, enfim
A vida ganha novo tom
Abençoada Páscoa, querida amiga Maria João.
Beijinhos pascais
Que tenha um abençoado Domingo de Páscoa, querida Rosélia!
EliminarBeijinhos com muito carinho para si também