UM POENTE DIFERENTE, À BEIRA-TEJO - Cavalo desenhado a ferro e fogo
Quis falar do Mondego e, na verdade, É desta foz do Tejo que vos falo, E cresce cá por dentro a voz que calo Pr`a conter as saudades sem saudade. Solta-se o sonho oblíquo à claridade E a linha de horizonte é um cavalo Que não sei se lá está, se imaginá-lo É mera ilusão de óptica, ou vontade, Pois galopa um poente à beira Tejo Rumo a estranhas lonjuras que nem vejo Por estarem tão além do meu futuro Que, do que vi, me sobra o claro espanto De um cavalo-solar que aqui levanto Rasgando, a ferro e fogo, um céu já escuro. Maria João Brito de Sousa – 01.11.2011 – 16.00h

É genial onde vai buscar a sua inspiração.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Eu sei lá, L. ... Creio que foi a minha amiga Cotovia que me levou a escrever estas quadras por me ter confessado que em vez de "crupe" leu "trupe" e só no final se apercebeu do que se tratava.
EliminarObrigada e outro abraço
aí ai a minha vida, sempre a baralhar Pessoas e conceitos graças às minhas distracções e actos falhos desde 1968 . Comentei nas montanhas, mas agradeço novamente aqui, obrigada querida Mª João!
EliminarMinha querida Cotovia, no que toca a actos falhados, sou especialista desde 1952... ou um pouco mais, porque não nasci a falar, rsrsrsrsrs
EliminarQuem agradece sou eu porque, com as novas drogas que me impingiram para a dor crónica e cãibras, só mesmo com um empurrãozinho é que consigo escrevinhar umas choisitas
Um grande xi
O postal é um encanto.
ResponderEliminarL
O postalzinho faz parte de uma enorme colecção de postais da infância do meu avô poeta. Infelizmente só três chegaram inteiros ao século XXI.
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