NAS TUAS MÃOS
Fotografia de Carlos Ricardo * NAS TUAS MÃOS * Nas tuas mãos eu, ave, te confesso Que esvoaço, sucumbo e, já rendida, Procuro nessas mãos uma guarida Em que a chama que sou não tenha preço * Eu, ave, só te entrego o que não peço: Submeto-me à carícia prometida Nas asas da loucura em mim escondida Que tu não sonharás e eu nem meço * E que outra ave marinha ofertaria Tanta e tão profundíssima alegria, Que outra alma se daria em seda pura? * As tuas mãos… quem mais se atreveria A desvendar-lhes sede e fantasia Para enchê-las de amor e de ternura? * Maria João Brito de Sousa Maio 2007 ***
Um poema muito imaginativo que trata um assunto muito complexo. Poesia com alta especialização.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Bom dia, L.
EliminarSim, não tenho a menor dúvida de que este tema é mesmo muito, muito complexo. Já tinha tentado compreendê-lo há uns anos e a sensação que tive foi a de ter ficado com os neurónios todos queimadinhos e as sinapses em curto-circuito, sem conseguir perceber exactamente como é que o bichano pode, em simultâneo, estar vivo e morto. Claro que compreendi que este patudo é um gato imaginário que apenas serve para tornar a experiência um pouco mais inteligível para o cidadão comum, mas agora falta-me compreender o que é estabilizar átomos em dois estados de "spin" diferentes durante o máximo de tempo possível.
A poesia era para ser cómica, quanto mais não fosse, para desdramatizar o triste estado dos meus neurónios queimados e normalizar as respectivas sinapses que andavam para aqui numa fona, a atropelarem-se umas às outras
Obrigada e um abraço