SONETO - 8
SONETO - 8 * Pra que amanhã do luto nasça a luta, Rego os cravos vermelhos que secaram Renego os deuses que me desprezaram E transformo a fraqueza em força bruta * Inda que irresolvida, resoluta, Cuspo nessoutros que os cravos pisaram E sobrevivo a quantas dor´s me varam Assim que as mãos retornam à labuta * Revejo-me nos cravos que resistem: Inda que em solo hostil estejam plantados Jamais se vergarão aos que os conquistem * Rompem mordaças, quebram cadeados, Derrubam muros, mesmo os que inexistem, E não se rendem quando espezinhados! * Mª João Brito de Sousa 20.05.2025 - 00.05h * Sonetos da Contagem Decrescente ***
Um poema muito imaginativo que trata um assunto muito complexo. Poesia com alta especialização.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Bom dia, L.
EliminarSim, não tenho a menor dúvida de que este tema é mesmo muito, muito complexo. Já tinha tentado compreendê-lo há uns anos e a sensação que tive foi a de ter ficado com os neurónios todos queimadinhos e as sinapses em curto-circuito, sem conseguir perceber exactamente como é que o bichano pode, em simultâneo, estar vivo e morto. Claro que compreendi que este patudo é um gato imaginário que apenas serve para tornar a experiência um pouco mais inteligível para o cidadão comum, mas agora falta-me compreender o que é estabilizar átomos em dois estados de "spin" diferentes durante o máximo de tempo possível.
A poesia era para ser cómica, quanto mais não fosse, para desdramatizar o triste estado dos meus neurónios queimados e normalizar as respectivas sinapses que andavam para aqui numa fona, a atropelarem-se umas às outras
Obrigada e um abraço