SONETO -6

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Imagem gerada/processada 


pelo ChatGTP


*


SONETO - 6
*


 


Pedem-me uma carta, uma carta de amor


Que eu saiba de cor sem dela estar já farta...


De três se me aparta a memória em torpor:


Só me trazem dor e temem que as reparta
*



Sigo para a quarta. Não lhe encontro ardor


E a quinta é pior: vem de seda e de marta


Mas como a lagarta, rói, não tem valor


Seja pra quem for... Pró raio que a parta!
*



Muito se descarta quando se procura


Uma tessitura que de tão vulgar


Se pode ir buscar em qualquer altura
*



Mas que, porventura, pode não se achar


Em nenhum lugar... E o que me assegura


Que a antiga amargura me não vá magoar?
*


 


Mª João Brito de Sousa


05.01.2025 - 23.00h
***


 


 


 

Comentários

  1. Srão sempre cartas
    Bom e belo dia de semana nova em harmonia MJ, beijinhos

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    1. Olá,

      Só agora consegui sair da cama, dorida e a cambalear. Valham-me todos os deuses do Olimpo, que depois de amanhã tenho consulta de enfermagem e uma hipótese de conseguir uma consulta do dia.
      Quanto ao soneto, é todo ele pura ficção: devo ser a única mulher no mundo que nunca recebeu cartas de amor e, sinceramente, isso nunca me preocupou nem um bocadinho.

      Boa e alegre semana e beijinhos

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  2. Brancas nuvens negras6 de janeiro de 2025 às 09:56

    As cartas de amor acho que já não existem. Não existem as cartas e o amor... não sei.
    Um abraço.
    L

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    1. Boa tarde, L.

      Creio que as cartas de amor já não existem... Só os postais de amizade, esses sim, existem. Agora sorri apesar de me sentir pessimamente, em termos físicos. E o amor também continua a existir nas suas mais variadas formas... Eu é que ficcionei este soneto porque, na minha juventude, nunca recebi cartas de amor.

      Um abraço, L.

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  3. Cartas já não se escrevem, sejam elas de amor ou de qualquer outra coisa. O seu soneto é lindíssimo com uma ilustração que lhe assenta bem.
    Que o ano de 2025 lhe traga muita saúde e amor.
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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    1. Boa tarde, Graça.

      Obrigada pelas suas palavras. A imagem foi gerada peço ChatGTP após "leitura" do soneto.

      Que o ano de 2025 lhe sorria a si, já que para mim entrou de dentes arreganhados e de garras de fora, pelo menos em termos de saúde.

      Boa semana e

      Um beijo

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  4. A Musa continua em alta, ainda bem, para nos oferecer bonitos sonetos.
    Um abraço.

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    Respostas
    1. Olá, Cheia.

      Olhe que, hoje, nem a Musa nem o resto de mim estão em alta. Sinto-me bastante mal e só desejo que o dia 8 chegue depressa para ver se consigo uma consulta do dia no centro de saúde. Estou toda inchada, hipertensa e mal consigo andar. Este soneto foi escrito ontem à noite, quando já me sentia menos bem, mas nada que se parecesse ao estado em que agora me encontro. Aliás, estou a repetir-me porque já lhe disse isto no Sociedade Perfeita. Desculpe-me, mas creio que começo a estar um pouco assustada por estar sozinha em casa, coisa que muito, muito raramente me acontece.

      Outro abraço

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