SONETO -6
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Imagem gerada/processada
pelo ChatGTP
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SONETO - 6
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Pedem-me uma carta, uma carta de amor
Que eu saiba de cor sem dela estar já farta...
De três se me aparta a memória em torpor:
Só me trazem dor e temem que as reparta
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Sigo para a quarta. Não lhe encontro ardor
E a quinta é pior: vem de seda e de marta
Mas como a lagarta, rói, não tem valor
Seja pra quem for... Pró raio que a parta!
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Muito se descarta quando se procura
Uma tessitura que de tão vulgar
Se pode ir buscar em qualquer altura
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Mas que, porventura, pode não se achar
Em nenhum lugar... E o que me assegura
Que a antiga amargura me não vá magoar?
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Mª João Brito de Sousa
05.01.2025 - 23.00h
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Srão sempre cartas
ResponderEliminarBom e belo dia de semana nova em harmonia MJ, beijinhos
Olá,
EliminarSó agora consegui sair da cama, dorida e a cambalear. Valham-me todos os deuses do Olimpo, que depois de amanhã tenho consulta de enfermagem e uma hipótese de conseguir uma consulta do dia.
Quanto ao soneto, é todo ele pura ficção: devo ser a única mulher no mundo que nunca recebeu cartas de amor e, sinceramente, isso nunca me preocupou nem um bocadinho.
Boa e alegre semana e beijinhos
As cartas de amor acho que já não existem. Não existem as cartas e o amor... não sei.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Boa tarde, L.
EliminarCreio que as cartas de amor já não existem... Só os postais de amizade, esses sim, existem. Agora sorri apesar de me sentir pessimamente, em termos físicos. E o amor também continua a existir nas suas mais variadas formas... Eu é que ficcionei este soneto porque, na minha juventude, nunca recebi cartas de amor.
Um abraço, L.
Cartas já não se escrevem, sejam elas de amor ou de qualquer outra coisa. O seu soneto é lindíssimo com uma ilustração que lhe assenta bem.
ResponderEliminarQue o ano de 2025 lhe traga muita saúde e amor.
Uma boa semana.
Um beijo.
Boa tarde, Graça.
EliminarObrigada pelas suas palavras. A imagem foi gerada peço ChatGTP após "leitura" do soneto.
Que o ano de 2025 lhe sorria a si, já que para mim entrou de dentes arreganhados e de garras de fora, pelo menos em termos de saúde.
Boa semana e
Um beijo
A Musa continua em alta, ainda bem, para nos oferecer bonitos sonetos.
ResponderEliminarUm abraço.
Olá, Cheia.
EliminarOlhe que, hoje, nem a Musa nem o resto de mim estão em alta. Sinto-me bastante mal e só desejo que o dia 8 chegue depressa para ver se consigo uma consulta do dia no centro de saúde. Estou toda inchada, hipertensa e mal consigo andar. Este soneto foi escrito ontem à noite, quando já me sentia menos bem, mas nada que se parecesse ao estado em que agora me encontro. Aliás, estou a repetir-me porque já lhe disse isto no Sociedade Perfeita. Desculpe-me, mas creio que começo a estar um pouco assustada por estar sozinha em casa, coisa que muito, muito raramente me acontece.
Outro abraço