NATUREZA

NATUREZA IMAGEM (1).png


Imagem gerada pelo Chat-GPT


após leitura/processamento do soneto


*


NATUREZA
*



Ah, como é delicada a Natureza


Que se pode mostrar rude e brutal...


Num dia vem com vestes de princesa,


No outro, usando cota de metal,
*



Contra nós arremete com dureza


E ruge enfurecida e faz-nos mal...


Possui, contudo, uma imensa beleza


E é fascinante ainda que letal
*



É pai e mãe de toda a criatura


Que existe ou existiu sobre o planeta


A que chamamos Terra, embora o Mar
*



Transcenda, em muito, a terra seca e dura


E del` nascesse a Vida, essa secreta,


Maravilhosa coisa por explicar!
*


 


Mª João Brito de Sousa


14.06.2025
***


Soneto dedicado a Teresa Palmira Hoffbauer


*


Sonetos da Verde Esperança


 


 

Comentários

  1. Lindo, como a Natureza.
    Bom domingo, Maria João.
    Um abraço

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  2. Muito obrigada, Cheia!

    Espero conseguir mais uma uma noite de sono, ou seja, uma noite sem as horríveis cãibras...

    Bom Domingo e outro abraço!

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  3. A natureza surpreende-nos com tamanha beleza .
    As vezes , ruge forte e impetuosa para demonstrar que requer cuidados e respeito.
    Durma bem, minha Maria Flor

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  4. Muito obrigada, querida Lis

    Agora estou a ver o Masterchef júnior, que eu também gosto de ver estas coisas divertidas e ligeiras enquanto não vem o João Pestana...

    Uma noite doce e serena também para ti

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  5. Teresa Palmira HOFFBAUER15 de junho de 2025 às 03:30

    Muito obrigada por dedicar-me este belo soneto sobre a natureza.
    É uma obra que revela, com grande sensibilidade e erudição, a dualidade intrínseca no mundo natural: a sua delicadeza e a sua força, a sua beleza e a sua ferocidade. A Maria João habilmente nos conduz por uma reflexão profunda, destacando como a natureza, embora possa parecer rude e brutal na sua manifestação mais severa, é ao mesmo tempo, uma fonte inesgotável de fascínio e de beleza sublime. A personificação da natureza como uma entidade que veste diferentes "vestes" — ora de princesa, ora de guerreira de metal — evidencia a sua mutabilidade e a sua capacidade de nos surpreender. A menção à sua condição de mãe e pai de toda a vida reforça a ideia de que ela é a origem de tudo, o berço da existência, transcendendo até mesmo o mar, que, na sua vastidão, guarda mistérios e maravilhas por explicar.

    Abraço, agradecendo-lhe novamente a sua atenção para comigo e com o meu texto sobre uma natureza muito mais utópica do que a realidade nos mostra.

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  6. Bom dia, Teresa.

    Como costumo dizer, os poemas que escrevo "caem-me em cima" e são fruto de um impulso que instantaneamente se transforma em compulsão. Sempre que a sua fonte é uma palavra, uma ideia ou um poema de um/a amigo/a dos blogs, tenho por hábito dedicar-lhe o poema que pode ser um soneto, que ficará neste blog, ou qualquer outro formato da poesia metrificada que, habitualmente, publicarei no Montanhas.

    Sou eu quem lhe agradece a generosidade das palavras que dedica a este Natureza.

    Por aqui, o dia nasceu lindo e soalheiro prometendo uma tarde de muito, muito calor. Valha-nos uma brisa que vai agitando as árvores e os recém floridos agapantos do passeio Vitorino Nemésio
    Não me agradeça. Foi a Teresa quem me "empurrou" para os braços deste soneto.
    .
    Um abraço desta minha bela Oeiras

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  7. Brancas nuvens negras15 de junho de 2025 às 12:05

    Bonita dedicatória a uma companheira deste mundo dos blogues.
    A natureza é deslumbrante, o homem na sua ganância desafia os elementos e aí a natureza mostra o seu poder, sobre os que a desafiam e sobre os que apenas sofrem.
    Um abraço.
    L

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  8. Na Natureza destoa / Por demais, o Ser Humano / Rugido de guerra ecoa / No Mundo, por esse insano!
    Saúde e Paz!
    (Só sei escrever quadras. O meu estro não se compara, nem pretende, com a inexcedível Musa de Mª João!)

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  9. Mas é uma belíssima quadra que eu muito lhe agradeço, Francisco!

    Saúde e PAZ, meu amigo!

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  10. Muito obrigada, L.

    Dentre a infinitude de deuses que têm sido adorados pelo ser humano desde os seus primórdios, a natureza é a única deusa de cuja existência ninguém pode duvidar...

    Um abraço

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