POEMA À PRIMEIRA MULHER II - Redição

 


MULHER EM MOLHO DE LUAR.jpg


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Tela de minha autoria


*


POEMA À PRIMEIRA MULHER II
*



Imaculada, afirmo o que não devo:


Preencho a funda cova do meu fim


Com quanta flor eu colha de um jardim


Quimérico, insondável e primevo...
*



Ingénua, sem sonhar que me descrevo


À luz do sonho que nascia em mim,


Não fora o negro abismo ser assim


Profundo - tanto mais quão mais me elevo -,
*



Talvez pudesse projectar-me toda


Nos versos que me orbitam nesta roda


Que aspira a mais que à mera identidade...
*



Mas, finalmente, o germe do real,


Emerge do meu corpo de água e sal,


Amadurece e impõe-me outra verdade...
*


 


Maria João Brito de Sousa


20.06.2014 - 16.33h
***
Soneto Reformulado

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