DEIXAI QUE A NOITE ENTRE - Reedição
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Tela de Luís Rodrigues
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DEIXAI QUE A NOITE ENTRE
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Deixai que a noite entre, que eu morro de sono
E em doce abandono me entrego a Morfeu
Que por ser ateu nunca quis ser meu dono
Só dono do sono que me adormeceu...
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Num berço só meu, neste suave abandono,
Se gemo ou ressono, que o faça só eu
Na noite de breu em que ao dia me abono
Sem dor, sem patrono, sem sonhos, sem véu
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Nem o medo incréu de fantasmas no escuro...
Não sei que futuro, mas trago um passado
E ao que era arriscado tornei mais seguro
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Pois transpus o muro e deixei-o de lado,
Sumido, olvidado. Amigos, vos juro
Que um tal sono é puro, nunca amargurado!
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Maria João Brito de Sousa
28.12.2017 – 13.59h
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Soneto em verso hendecassilábico com rima entrançada escrito
na sequência do soneto homónimo de Maria da Encarnação Alexandre (MEA)
Boa e bela Semana agradável e com saúde MJ
ResponderEliminare um melhor 2026 esperamos todos, beijinhos
Bom dia,
ResponderEliminarQue tenhas também uma excelente semana. Eu já me dou por muito feliz por ter conseguido alta hospitalar em vésperas de Natal.
Sim, TODOS desejamos um 2026 com saúde e, depois de anos de guerra constante, todos ansiamos por que a PAZ chegue finalmente.
Beijinhos
Gostei muito deste seu poema. Afinal uma NOITE BRANCA (na imagem) a lembrar Dostoievski. Agradeço a publicação da imagem.
ResponderEliminarUm abraço.
L
Uma noite branca, sim, L.
ResponderEliminarTambém eu gosto IMENSO desta sua tela. Muito obrigada e um abraço