DEIXAI QUE A NOITE ENTRE - Reedição

Casa Perdida na Luz, Luís Rodrigues.jpg


Tela de Luís Rodrigues


*


DEIXAI QUE A NOITE ENTRE
*



Deixai que a noite entre, que eu morro de sono


E em doce abandono me entrego a Morfeu


Que por ser ateu nunca quis ser meu dono


Só dono do sono que me adormeceu...
*



Num berço só meu, neste suave abandono,


Se gemo ou ressono, que o faça só eu


Na noite de breu em que ao dia me abono


Sem dor, sem patrono, sem sonhos, sem véu
*



Nem o medo incréu de fantasmas no escuro...


Não sei que futuro, mas trago um passado


E ao que era arriscado tornei mais seguro
*



Pois transpus o muro e deixei-o de lado,


Sumido, olvidado. Amigos, vos juro


Que um tal sono é puro, nunca amargurado!
*


 



Maria João Brito de Sousa


28.12.2017 – 13.59h
***


Soneto em verso hendecassilábico com rima entrançada escrito
na sequência do soneto homónimo de Maria da Encarnação Alexandre (MEA)

Comentários

  1. Boa e bela Semana agradável e com saúde MJ
    e um melhor 2026 esperamos todos, beijinhos

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  2. Bom dia,

    Que tenhas também uma excelente semana. Eu já me dou por muito feliz por ter conseguido alta hospitalar em vésperas de Natal.

    Sim, TODOS desejamos um 2026 com saúde e, depois de anos de guerra constante, todos ansiamos por que a PAZ chegue finalmente.

    Beijinhos

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  3. Gostei muito deste seu poema. Afinal uma NOITE BRANCA (na imagem) a lembrar Dostoievski. Agradeço a publicação da imagem.
    Um abraço.
    L

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  4. Uma noite branca, sim, L.

    Também eu gosto IMENSO desta sua tela. Muito obrigada e um abraço

    ResponderEliminar

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