DESERTOS
Tu falas-me das horas que eu perdi E eu não sei se as perdi ou se as ganhei... Penso que fui vivendo e que me dei Aos caminhos que sempre percorri... Tu falas-me das horas que eu vivi, Eu falo-te das coisas que não sei. E, mesmo não as vendo, caminhei, E, mesmo não sabendo, pressenti... Tu falas-me das glórias prometidas. Eu falo-te das coisas preteridas Por outras que ficavam bem mais perto, Por coisas que pareciam dispensáveis, Mas que sendo pequenas, vulneráveis, Poderiam perder-se no deserto... Agradeço a vossa presença no http://free-stile.blogs.sapo.pt/ Uma palavra de conforto será sempre bem-vinda.