SONETO - 8 * Pra que amanhã do luto nasça a luta, Rego os cravos vermelhos que secaram Renego os deuses que me desprezaram E transformo a fraqueza em força bruta * Inda que irresolvida, resoluta, Cuspo nessoutros que os cravos pisaram E sobrevivo a quantas dor´s me varam Assim que as mãos retornam à labuta * Revejo-me nos cravos que resistem: Inda que em solo hostil estejam plantados Jamais se vergarão aos que os conquistem * Rompem mordaças, quebram cadeados, Derrubam muros, mesmo os que inexistem, E não se rendem quando espezinhados! * Mª João Brito de Sousa 20.05.2025 - 00.05h * Sonetos da Contagem Decrescente ***
Imagem gerada pelo Chat-GPT a partir da leitura do poema * GAONESA REALENGA DECASSILÁBICA EM ARTE MAIOR * PALAVRAS LANÇADAS AO VENTO * Diz-me, Vento que levas nos teus braços Fragmentos de palavras por dizer, Se estas minhas palavras levarás Até aos povos que estão a sofrer E aos quais não chegam meus humanos passos? Bem sei que o que te peço é impossível Mas tudo o é até deixar de o ser... Tu, Vento, és imparável, invencível, E os meus recursos sempre foram escassos... Promete, Vento, que me ajudarás Nesta tarefa dura e imprevisível Que não quero deixar ficar pra trás * Leva ao Médio Oriente o que não sei Se irá aliviar os moribundos Mas que é tudo o que tenho pra lhes dar: Sou pobre e nunca tive os bolsos fundos Mas ao longo da vida acumulei Silêncios que calar não quero mais, Silêncios graves, pesados, rotundos, Que herdei de meus avós e de meus pais E que agora em palavras transformei, Palavras que só tu podes levar Porque são muitas, pesam-me demais, E eu já não as pos...
Chá reinventado.
ResponderEliminarMorfeu tem estado particularmente cioso de mim, hoje, mas ainda vou ver esse Chá Reinventado, Poeta.
EliminarServem os amigos
ResponderEliminarpara demonstrações de amizade
assim
como eu agora mesmo vi
Obrigada pelas tuas palavras, Rogério.
EliminarEsta amiga, Lourdes Mourinho, já me formatou, em vídeo, vários sonetos, tem sido incansável.
Forte abraço.
Fico contente por saber que gostou, Fashion!
ResponderEliminar“Asfaltados”
ResponderEliminarSó a opulência grassa
Neste mundo em ruínas
Miséria não o trespassa,
Quanto distam as esquinas?
A esquina da moralidade
Ruiu sem darmos por nada…
Sobre estilhaços de bondade
Crueldade fez-se estrada
Assim cruzamos o mundo
Com o espírito esventrado
E um coração de asfalto
Onde o amor jaz moribundo
O humano é posto de lado
E o que luz fala mais alto.
Prof Eta
Grassa sem graça nenhuma,
EliminarA predatória opulência,
Transformando em treva e bruma
Toda e qualquer transparência;
Julga-se a potência suma
E ressuma de impotência
Quando, ao ser desfeita em espuma,
Tenta ir mantendo a aparência...
Também tem um coração,
Mas... perdida a direcção,
Tudo esmaga quando passa
E exerce uma tal pressão
Que a cada palmo de chão
Enche de pura desgraça...
Maria João
Aqui vai, Poeta, com o abraço grande de todos os dias.