UM VOO DE PARDAL * Eu, que tanto o pratico, sei tão mal As razões de voar do próprio engenho… Sinto que é muito meu, mas sei-o estranho E chego a acreditá-lo original Por vezes, volitando, é um pardal Que por mim passa a ver quando o detenho, Sabendo que eu, sem asas, não desdenho Um timorato adejo ocasional… E logo as mãos me adejam no teclado Por causa de um pardal me ter tentado, Por obra de tão parca tentação Que é caso pra dizer que ter voado Tem sempre uma razão, sempre um culpado E as culpas nunca são da própria mão… Maria João Brito de Sousa – 05.09.2012 – 20.10h Imagem de pardoca, retirada da net, via Google
RAZÕES PARA TODAS AS MÃOS DESTE MUNDO * O Mundo, sem ter razão, Tem tanta que eu já pensei Render-me à contradição Deste mundo em que ela é lei * Faltou-me razão, porém, Pra tão estranhas intenções E às razões que o mundo tem Venho opor minhas razões; * Ao nascer de cada dia Opõe-se o gesto contrário Que o quebra em monotonia * E passa o pão que a mão cria Das mãos do Poeta-Operário Prás mãos que alguém lhe estendia * Maria João Brito de Sousa - 29.09.2011 - 11.30h NA FOTOGRAFIA - Manuel Ribeiro de Pavia, 1956
Não sei como gerir tanta emoção Nem sei como vos hei-de agradecer Tudo isto aconteceu e eu sem saber Como expressar a minha gratidão Se cada um de vós é meu irmão Na nova dimensão, no renascer, É também vosso tudo o que eu fizer, Cada traço a nascer da minha mão... Pr`a todos vós que não vejo, mas sinto, (serei sempre leal pois nunca minto) O meu muito obrigada e os meus versos! A todos vós prometo esta partilha De mulher inventada numa ilha Algures entre inventados universos...
Chá reinventado.
ResponderEliminarMorfeu tem estado particularmente cioso de mim, hoje, mas ainda vou ver esse Chá Reinventado, Poeta.
EliminarServem os amigos
ResponderEliminarpara demonstrações de amizade
assim
como eu agora mesmo vi
Obrigada pelas tuas palavras, Rogério.
EliminarEsta amiga, Lourdes Mourinho, já me formatou, em vídeo, vários sonetos, tem sido incansável.
Forte abraço.
Fico contente por saber que gostou, Fashion!
ResponderEliminar“Asfaltados”
ResponderEliminarSó a opulência grassa
Neste mundo em ruínas
Miséria não o trespassa,
Quanto distam as esquinas?
A esquina da moralidade
Ruiu sem darmos por nada…
Sobre estilhaços de bondade
Crueldade fez-se estrada
Assim cruzamos o mundo
Com o espírito esventrado
E um coração de asfalto
Onde o amor jaz moribundo
O humano é posto de lado
E o que luz fala mais alto.
Prof Eta
Grassa sem graça nenhuma,
EliminarA predatória opulência,
Transformando em treva e bruma
Toda e qualquer transparência;
Julga-se a potência suma
E ressuma de impotência
Quando, ao ser desfeita em espuma,
Tenta ir mantendo a aparência...
Também tem um coração,
Mas... perdida a direcção,
Tudo esmaga quando passa
E exerce uma tal pressão
Que a cada palmo de chão
Enche de pura desgraça...
Maria João
Aqui vai, Poeta, com o abraço grande de todos os dias.